A reversão de decretos por parte do Governo do Estado que aumentam as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICM) em alguns dos principais alimentos tem sido foco de mobilização da Farsul junto a Assembleia Legislativa e à sociedade gaúcha. Para falar sobre o impacto que o aumento terá no bolso dos gaúchos, o assessor da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Luiz Fernando Cavalheiro Pires, participou por telefone nesta sexta-feira do programa Jornal da Manhã da Rádio Missioneira FM 94.9.
“O que ocorre é que os decretos terminam com isenções de ICM em alimentos como arroz e carnes, que passarão de 7% para 12%. Já os ovos que eram isentos também passam a ter alíquota de 12%. O pão cacetinho, também isento e que iria para 12%, teve decisão liminar mantendo a isenção. Caso os decretos do governador Eduardo Leite sejam mantidos como estão, elevarão o custo de vida anual dos gaúchos em R$ 683,00 em média, atingindo principalmente a classe média”, afirmou Luiz Fernando.
Segundo o assessor da Farsul, os produtores rurais também serão atingidos. “Hoje 52% do frango consumido no Estado vem do Paraná e Santa Catarina e nossa agroindústria vai perder ainda mais competitividade. Haverá ainda elevação nos defensivos agrícolas e nossa Região das Missões, já castigada pela seca e sofrendo com os preços dos grãos, terá mais essa penalização.”
Luiz Fernando defendo que não é aumentando impostos que se aumenta arrecadação. “O próprio Estado já fez isso ano passado e a arrecadação caiu. Tem de ver a questão das apostas esportivas, por exemplo, que gira muito dinheiro e hoje não paga nada.”
FONTE: RÁDIO MISSIONEIRA