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Ex-policial que matou companheira em 2008 é preso por intimidar jurados do caso em São Luiz Gonzaga

28 de novembro de 2018 l 20:28
Materia atualizada: 28/11/2018 l 21:10

Crime aconteceu há 10 anos. Jurados relataram medo





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O ex-policial civil Milton Abadi, réu por matar a companheira, Graciela Magalhães Ramborger, com um tiro em 2008, foi preso preventivamente. Ele foi acusado pelos jurados de intimidação e relataram medo do criminoso. A prisão foi pedida pelo promotor Marcos Lamin, para garantir o andamento do processo, que completou 10 anos em setembro.

                                Graciela foi assassinada com um tiro. Foto:Reprodução Facebook

O júri popular do caso estava marcado para hoje (28), mas foi adiado porque o réu apresentou um atestado médico ontem (27). No entanto, os jurados relataram ao juiz Thiago Cunha e ao promotor que foram intimidados pelo réu. Somente em 2013, cinco anos depois do assassinato, que Abadi foi exonerado da Polícia Civil. Atualmente ele trabalha no ramo imobiliário.

Os jurados não foram avisados a tempo do adiamento do júri, por isso foram até o fórum hoje. No local eles relataram a situação às autoridades. Conforme um dos jurados, o réu o intimidou no Facebook. Outro relatou que recebeu a visita de Abadi no seu local de trabalho.

No despacho, o magistrado foi incisivo. “A conduta do acusado é de elevada gravidade e atenta com severidade contra a imparcialidade do Conselho de Sentença”, escreveu. “Em tempos atuais, com o aumento vertiginoso da violência, cada vez mais os membros da comunidade demonstram receio de atuar no corpo de jurados”, complementou.

Para Thiago, a conduta de Milton é de extrema gravidade. “A conduta do réu foi de extrema gravidade e merece pronta resposta do Poder Judiciário, sob pena de inviabilização dos julgamentos pelo Conselho de Sentença, dado o temor manifestado expressamente pelos jurados sorteados”, relatou.

Ele assinalou que nunca em sua carreira havia visto uma situação como essa. “Registro que, em quatro anos de magistratura e 14 anos de serviços públicos prestados para o sistema de Justiça, nunca presenciei conduta tão nefasta, com clara intimidação àqueles que farão o julgamento. A ameaça velada vulnera a centenária instituição do Tribunal do Júri”, argumentou. A prisão preventiva foi decretada para garantir a ordem pública e para conveniência da instrução criminal. Ainda não há data definida para o julgamento. A previsão é que ocorra no início de 2019.


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