Um ponto histórico do Rio Grande do Sul agoniza diante da estiagem que assola a região das Missões. A Lagoa da Mortandade, situada no interior de Eugênio de Castro, está praticamente seca.
A constatação da situação ocorreu nesta quinta-feira (12), por meio de uma publicação da prefeitura nas redes sociais. No ano passado, a administração do município assumiu a gestão da área. O objetivo é revitalizar os 2,7 hectares para fins educacionais e históricos.
O local foi palco de uma batalha em 17 de outubro de 1923, durante a popular “Revolta de 23”. De um lado, lutaram os “Chimangos”, partidários do presidente do Estado, Borges de Medeiros e, do outro, os revolucionários, chamados de “Maragatos”.
Entre as diversas histórias que permeiam a batalha, uma das mais populares é a de que os corpos das vítimas foram jogados na lagoa após o combate. O fato, inclusive, é confirmado por familiares de moradores que, na época, presenciaram a batalha.
Uma das metas da Prefeitura de Eugênio de Castro é revitalizar o espaço para o centenário da batalha, completado neste ano.

Rádio Missioneira