O número de estelionatos registrados em São Luiz Gonzaga, nos dois primeiros meses deste ano, teve um aumento em relação ao mesmo período e 2022. De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública, de 26, os casos passaram a 38. De acordo com a Polícia Civil, a maior comodidade para que as vítimas registrem as ocorrências, através da delegacia online, é elencada como um dos motivos para esse índice maior de ocorrências formalizadas. Panorama que conta também com um acréscimo na prática dessa infração penal, com uma migração do crime ao interior.
“Há também um incremento no interior, porque houve um certo esgotamento nos grandes centros, onde as pessoas tiveram mais notícias, os meios de comunicação veicularam, e meio que esgotou, nesses centros mais urbanizados, e estão buscando o interior”, menciona o delegado regional Afonso Stangherlin.
Importância do registro também de tentativa de estelionato
Há casos de tentativa de estelionato que acabam não sendo registrados pelas vítimas, o que prejudica também o trabalho de investigação da polícia. Nesse sentido, o delegado reforça que os autores, mesmo não atingindo seus objetivos criminosos, são responsabilizados, com redução de pena.
“ É um meio de prova, um meio de punição dessas pessoas, que são grupos que têm conhecimento em informática, em grupos sociais e se você não registra esses fatos, acaba formando uma cifra que vai para baixo do tapete. Essas pessoas poderiam ser mais pesadamente responsabilizadas, retirando por um período maior de tempo das ruas, causando menos prejuízos às pessoas”, explica o delegado.
Ações da Polícia Civil
Nos casos de realização do registro, a pretensão, em São Luiz Gonzaga é de que, imediatamente ocorra a representação pelo bloqueio da conta destinatária, com contato bancário, e faça representações de quebras de sigilo telefônico de dados dos criminosos.
“Com relação a esses golpes, acho que esse bloqueio preliminar, cautelar, rápido, vai dar uma rápida solução. Vai tornar aquela conta indisponível. Esses estelionatários terão que buscar outros ‘laranjas’, outras contas fantasmas para depositar o proveito do crime”, reforça o delegado, ao mencionar uma pretensão da Polícia Civil gaúcha atuar com grupos de trabalho no combate a esse tipo de crime.
Stangherlin alerta ainda: “ não digitem código. Banco não manda mensagem por WhatsApp. Não há dinheiro no Banco Central onde você nunca fez depósito. Não tem ação judicial milionária que é preciso depositar dinheiro para advogado. Não caiam nessa. Esses são os principais golpes que estão acontecendo pelas redes sociais”, finaliza o delegado regional.
Rádio Missioneira
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
“Há também um incremento no interior, porque houve um certo esgotamento nos grandes centros, onde as pessoas tiveram mais notícias, os meios de comunicação veicularam, e meio que esgotou, nesses centros mais urbanizados, e estão buscando o interior”, menciona o delegado regional Afonso Stangherlin.