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ENEL CIEN lança campanha de conscientização sobre convivência segura com linhas de transmissão de energia

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Cuidados são necessários para evitar acidentes e para garantir o suprimento de energia tanto para o Brasil como para a Argentina.

 A Enel Cien, companhia responsável por converter e transmitir energia elétrica entre o Brasil e a Argentina, está lançando uma campanha de conscientização para alertar a população que vive ao longo dos seus 743 quilômetros de linhas de transmissão sobre como conviver de forma segura com os ativos da empresa. A adequada e correta manutenção das linhas e das 1.550 torres é essencial para evitar acidentes e prevenir falhas no suprimento de energia binacional, visto que o sistema permite o intercâmbio de 2200 MW entre os dois países, capacidade que atendeu 15% da demanda de toda a Região Sul do País durante a crise hídrica.

Durante a campanha, que será realizada durante todo o ano, serão promovidos eventos e ações de divulgação e orientação dos moradores que vivem nos 34 municípios cortados pelas linhas de transmissão (LTs) da empresa – 33 no Rio Grande do Sul e um em Santa Catarina. A responsável pela Enel Cien, Andressa Feyh, afirma que as queimadas próximas às estruturas e a dificuldade em acessar propriedades rurais para suprimir a vegetação que oferece risco são os principais pontos de atenção em relação à segurança do sistema. “Para evitar acidentes e preservar as estruturas, realizamos inspeções periódicas ao longo das LTs, a fim de detectar qualquer anomalia que precisa ser corrigida imediatamente, programar uma manutenção futura ou mesmo verificar a necessidade de limpeza da faixa de servidão.”

Andressa comenta que os eletricistas que atuam nas inspeções são altamente capacitados para analisar as estruturas de forma detalhada, desde o estado geral das ferragens, acessórios, cabos e isoladores até erosão de solo, ocupação indevida ao longo da faixa de servidão e incidência de vegetação alta dentro e fora da faixa de servidão.

Para a engenheira, é essencial que a população habitante nos arredores das LTs esteja ciente de seus direitos e deveres. “Quando uma linha de transmissão é projetada, é feito um documento chamado Direito de Passagem, que expõe para os proprietários de terra as restrições e necessidades de manutenção da faixa de servidão, das linhas e torres e sobre as condições de segurança para conviver com uma estrutura dessa magnitude dentro de suas propriedades. Tudo isso é feito visando não só a operacionalidade do empreendimento como a segurança das pessoas que vivem na região”, explica.

Confira a seguir 12 cuidados necessários para evitar acidentes com as torres e linhas de transmissão de energia elétrica:

1 – Respeite as faixas de servidão, trechos de terra sem vegetação ou qualquer tipo de construção que ficam ao longo das LTs. Essas faixas devem ter 65m de largura, sendo 32,5m do vão central da linha para suas laterais direita e esquerda.

2 – Nunca construa debaixo das linhas e dentro da faixa de servidão. A construção de abrigos de alvenaria ou de madeira para criação de animais aumenta o risco das pessoas que fazem o manejo das criações.

3 – Não estacione ou opere nenhum tipo de veículo ou maquinário dentro da faixa de servidão, como tratores e caminhões com caçamba. Evite também a instalação de pivôs de irrigação que se desloquem debaixo das LTs, pois esses equipamentos alteram a distância entre os cabos e solo, colocando em risco as pessoas que farão tanto a operação como a manutenção dessas máquinas.

4 – Nunca cruze por baixo das LTs quando estiver utilizando aeronaves para pulverização de lavouras. Além do risco de atingir as torres e cabos, um acidente pode ser fatal para a pessoa que estiver operando a aeronave.

5 – Não plante árvores de grande porte nas faixas de servidão. É permitido o plantio de culturas que não ultrapassem 3 metros de altura, conforme consta nos documentos de Direito de passagem e Escritura pública das faixas de servidão.

6 – Não realize a poda de vegetação que esteja debaixo das LTs ou próxima dos cabos, ainda que esteja fora da faixa de servidão, mas com risco de contato com a linha. Esse trabalho deve ser realizado pela Enel Cien, conforme a NBR 5422/1985. Se for necessário, entre em contato com a empresa pelos telefones 0800 643-3313 ou (55) 3313-0300.

7 – Não realize queimadas perto das torres e linhas. O fogo pode danificar as estruturas e provocar o rompimento de cabos, interrompendo o intercâmbio de energia e provocando acidentes. Em caso de incêndios, faça o aceiro e evite que a propagação do fogo atinja o sistema e coloque pessoas em risco.

8 – Não solte pandorga (pipa) próximo às LTs. Caso a linha da pandorga encoste nos cabos de energia, o choque será fatal.

9 – Segregue e aterre as cercas e porteiras das propriedades rurais. Isso vai escoar a energia elétrica para o solo e não pelo arame, caso algum cabo caia sobre as cercas e porteiras. As cercas instaladas tanto paralelamente como transversalmente em relação às LTs, se estiverem dentro da faixa de servidão, devem ser seccionadas e aterradas nos limites da faixa, com os pontos de aterramento espaçados de 100 metros em 100 metros. O mesmo vale para porteiras.

10 – Os estais são cabos de aço que prendem as torres ao chão. Esses cabos não devem ser cortados nem mudados de lugar. Muita atenção ao trafegar próximo dos estais com veículos ou maquinário agrícola.

11 – Previna erosões. Elas trazem prejuízos às lavouras e à manutenção das faixas de servidão.

12 – Não suba nas torres. Só os profissionais da Enel Cien estão autorizados. Evite acidentes.

Sobre a Enel Cien

A Enel Cien é um ativo estratégico para a integração energética do Mercosul, já que é responsável por converter e transmitir energia do Brasil (que opera em frequência de 60 hertz) para a Argentina (frequência de 50 hertz) e vice-versa. A empresa possui as estações de interconexão energética Garabi I e II, ambas no município de Garruchos (RS), e as Linhas de Transmissão Circuitos 1 e 2, totalizando 743 quilômetros de linhas sob sua concessão, que passam por 33 municípios do Rio Grande do Sul e um de Santa Catarina.

Fonte: Ana Priscila Donato Capps – Executiva de contas sênior

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