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Eduardo Cadore explica sobre alterações na lei referente à viseiras dos capacetes

Poucos motociclistas sabem, mas algumas leis referentes ao uso da viseira do capacete sofreram alterações importantes no fim de 2013. O instrutor de Trânsito e psicólogo Eduardo Cadore, em entrevista à reportagem da Rádio Missioneira falou sobre as mudanças.

Segundo Eduardo, as principais mudanças dizem respeito ao uso da viseira aberta. Até a alteração na lei, aqueles que eram flagrados pilotando com a viseira aberta respondiam a uma infração gravíssima, com perda de sete pontos na carteira, além de multa no valor de R$191,54.

Hoje, com a alteração da lei, é permitido que a viseira parcialmente esteja aberta, quando estiver com capacete de queixeira fixa e de queixeira modelar, desde que a viseira proteja os olhos. Quando o motociclista estiver parado, estacionado ou no semáforo, por exemplo, é permitido que a viseira esteja aberta. Porém, quando se colocar em movimento novamente, a viseira deve ser abaixada.

A legislação antiga não disponha dessa cláusula, o que era motivo de reclamação por parte dos pilotos, que eram autuados por essa infração. ‘’Ele respondia como se estivesse sem capacete, pois a pena era a mesma, o que causava desconforto e descontentamento com os que andam de moto’’, explicou.

Eduardo afirmou que nas aulas os professores sempre orientar usar a viseira fechada, conforme a direção defensiva, por prezar da segurança do piloto. ‘’Porém, como vivemos em um país tropical, os motociclistas reclama do calor, do embaçamento e outras situações’’, disse. A viseira permite a proteção dos olhos do piloto, principalmente para evitar possíveis lesões causadas por insetos ou objetos que possam atingi-lo.

Quanto ao uso de capacete do piloto e caroneiro não há mudanças: aqueles que forem flagrados sem capacete ou com ele vencido, comete infração gravíssima, com suspensão do direito de dirigir, tanto se quem for flagrado sem for o condutor ou o passageiro. Além disso, é importante que o capacete esteja bem afixionado na cabeça. ‘’Em São Luiz Gonzaga andar sem capacete é algo raro, mas sabemos de vários casos no interior em que a pessoa está sem capacete, acaba caindo e não resistindo por não estar com a cabeça protegida’’, afirmou o professor.

Regulamentação dos moto taxistas

Outro assunto falado por Cadore foi sobre a regulamentação do serviço de moto táxi, bastante utilizado em São Luiz Gonzaga. Após a realização de audiências públicas e reuniões, em conjunto com os profissionais da área, o serviço foi regulamentado na cidade.

Segundo Cadore, a lei municipal foi democrática e agradou aos moto taxistas. ‘’Eles gostaram de ter esse reconhecimento, pois também era de interesse deles a regulamentação’’, salientou. Nesta semana, terá início das aulas da primeira turma de moto taxistas da cidade, oferecido pelo CFC Cadore.

A lei foi promulgada no ano passado, porém foram dados meses para adequação dos profissionais. A partir de março, a Brigada Militar passará a autuar os profissionais que não estejam dentro das normas previstas na lei municipal.

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