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“É uma sensação terrível”, relata missioneira que mora há 17 anos em Israel

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O conflito entre Israel e Hamas chega ao terceiro dia nesta segunda-feira (9) com a confirmação da morte de ao menos 1.200 pessoas, sendo 700 em Israel, 493 na Faixa de Gaza e 7 na Cisjordânia, segundo o balanço mais recente. Além disso, milhares de pessoas ficaram feridas.

A Rádio Missioneira conversou com uma porto-xavierense que presencia de perto o conflito. Kerlin Reise mora há 17 anos em Israel. Ela reside com o marido em Kiryat Ono, uma cidade situada na grande Tel Aviv, a segunda maior cidade israelense.

A distância até a Faixa de Gaza é de aproximadamente 100 quilômetros. De onde moram, é possível escutar o barulho das explosões. Mísseis, inclusive, já caíram na região onde Kerlin reside.  

Há dois dias de estourar a guerra, ela estava ainda mais perto da zona de conflito. Kerlin foi a um festival, semelhante ao que foi atacado por membros do Hamas, deixando mais de 200 mortos.

“É uma sensação muito terrível. A gente não espera. Os foguetes chegam aqui em Tel Aviv. O perigo é constante, por isso tem o alarme quando eles são lançados lá de Gaza”, diz.

Para se proteger, Kerlin conta que todos os prédios mais novos possuem quartos de proteção. Os edifícios mais antigos, dispõem de abrigos subterrâneos. Nas ruas e parques, também há refúgios comunitários que permitem a moradores e turistas se protegerem de bombardeios. Outro dia, quando estava retornando do supermercado, Kerlin viveu momentos de tensão. As sirenes voltaram a soar, indicando que foguetes estavam vindo em sua direção. Felizmente, o armamento acabou sendo abatido pelo exército israelense. 

Este foi o cenário mais caótico presenciado pela missioneira em Israel.”Em todos esses anos que estou aqui, caso como esse nunca havia acontecido. Havia homens-bombas. Israel já estava acostumado, mas em escala assim, nunca”, avalia.

Emocionada, Kerlin tranquiliza a família que reside principalmente em Porto Xavier, mas lamenta que a situação esteja longe do fim.  “Isso não vai terminar tão logo. São mais de 100 reféns”, conclui.  

Rádio Missioneira 

 

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