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DPPGV: maior número de agentes e reforma na delegacia são expectativas para 2023

Há três meses instalada em São Luiz Gonzaga, a Delegacia de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPPGV) realiza, em média, 50 procedimentos por mês. Além disso, a esse número são somados outros atendimentos e encaminhamentos. Para 2023, uma das expectativas, de acordo com a delegada Tanea Bratz, é que ocorra um aumento no número de agentes.

“Hoje os crimes estão mudando muito, não é mais somente o furto, somente o tráfico. Hoje os crimes decorrentes da falta de controle emocional estão muito maiores que os demais fatos. Precisávamos muito investir nesse setor, preparar os policiais para esse tipo de atendimento”, acredita a delegada.

A DPPGV conta, além da atuação da delegada, com uma policial que trabalha na secretaria, fazendo os procedimentos, encaminhamentos e atuando nos procedimentos, com outra agente que está saindo de licença-maternidade no final de janeiro e com uma servidora que, por questões pessoais, sendo seu direito, atua durante um turno.

“A gente tem uma expectativa que o nosso quadro de agentes aumente. Eu gostaria muito de continuar com o Papo de Responsa, que desde outubro a gente cessou esse trabalho por não estarmos dando conta. Também não tenho conseguido participar de reuniões de rede, justamente porque estou fazendo trabalho hoje de agente policial. Precisaria de agentes para eu fazer meu trabalho de líder, mas a gente acredita que com o tempo isso vai se organizando”, comenta a delegada.

A delegada reforça também a importância de motivação dos agentes e do senso de pertencimento, com a compreensão de um propósito maior, que é a paz.

“Agora, na DPPGV, tenho visto muito isso, o quanto precisa ser trabalhada a inteligência emocional, o quanto precisamos valorizar as nossas escolas, o quanto precisamos valorizar as nossas famílias, que lá na frente, vamos diminuir muito os crimes contra o patrimônio, os crimes de tráfico, se tivermos famílias, crianças bem estruturadas”, ressalta a delegada.

Melhorias em infraestrutura

Ainda conforme Tanea, há a necessidade também de uma reforma interna no prédio da delegacia, com o intuito de deixar o ambiente mais acolhedor para as vítimas que já chegam em situação de sofrimento ao local.

“Não tivemos aprovação com verbas públicas do nosso projeto de reforma interna do prédio. Precisamos tentar com a comunidade, o que eu tenho bastante dificuldade porque a comunidade já contribui com os impostos e que não seria encargo dela. Vamos ver como conseguimos resolver isso para 2023”, explica a delegada.

Rádio Missioneira 

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