Uma peça preservada há décadas no acervo do Museu Antropológico Diretor Pestana, em Ijuí, voltou a chamar atenção nesta semana após a visita do coordenador do Grande Projeto Missões, Álvaro Theisen. Trata-se de uma laje de arenito com o entalhe de uma igreja, cuja origem ainda levanta questionamentos e carece de estudos aprofundados.
Apesar da recente repercussão, a peça não é uma descoberta nova. Segundo a educadora Belair Aparecida Stefanello, em contato com à Rádio Missioneira, o objeto foi doado ao museu em 1968 por Edgar Weber.
De acordo com os registros, a escultura foi encontrada em um banhado localizado entre os municípios de São Borja e Itaqui, há mais de meio século. A imagem da igreja foi talhada diretamente na pedra, o que desperta curiosidade sobre sua origem.
Belair destaca que, fora o registro institucional no museu, há apenas uma menção formal à peça em 1996, quando a museóloga Maria Inês Coutinho realizou o Inventário da Estatuária Missioneira. Ainda assim, o objeto foi apenas catalogado, sem a realização de análises mais aprofundadas.
A ausência de estudos técnicos impede, até o momento, qualquer conclusão sobre a datação ou a origem da peça. A Rádio Missioneira ouviu alguns especialistas e todos apontam que somente análises detalhadas poderão indicar se o entalhe possui relação com o período jesuítico ou se trata de uma produção mais recente.
Fotos:Museu Antropológico Diretor Pestana e Álvaro Theisen
Fonte: Rádio Missioneira