O relatório da reforma trabalhista foi aprovado na Câmara de
Deputados. O documento foi aprovado por 27 votos a 10, com nenhuma abstenção.
No Jornal da Manhã de hoje (26), o deputado federal Deputado Elvino Bohn Gass,
falou sobre o tema.
Segundo ele, o dia é preocupante, uma vez que a base do
governo pode aprovar a reforma. Para o Bohn Gass, os deputados da base aliada
de Temer pagam contas para os patrocinadores de campanha. Explicou que é por isso que existe dinheiro
desviado, com lucro para as altas classes.
Ressaltou que foram destacadas comemoradas de legislação
trabalhista e que a reforma se contrapõem a s leis previstas na CLT.
Exemplificou ao citar que o trabalhador é demitido, precisa fazer a rescisão
contratual, que atualmente é assistida pelo sindicato, e com as mudanças
proposta, isso se torna um acordo apenas entre empregador e empregado. Citou
que passará a valer o acordado sobre o legislado.
Falou sobre contrato intermitente, no qual o empregador paga
apenas as horas trabalhadas sem direito de férias e décimo terceiro. Conforme
ele, além disso, são pontos negativos o alongamento do contrato temporário, a
não participação de sindicatos em rescisões trabalhistas, contratação por
intermitência, dificuldade de recurso do trabalhador na justiça entre outros.
O deputado ainda associou a reforma trabalhista e a reforma
da previdência, uma vez que os trabalhadores não conseguirão comprovar o tempo
necessário para garantir sua aposentadoria integral. Ele explicou que a
sociedade e os sindicatos estão contra as reformas, sendo favoráveis apenas
empregadores, bancos, deputados aliadas e iniciativa privada.
Bohn Gass afirmou que as alterações realizadas no relatório
se deram apenas pela pressão popular, porém não houve alterações nas propostas relacionadas
à agricultura. O deputado interou que o governo busca deixar de pagar recursos
aos trabalhadores.
Ele afirmou que nesta quarta-feira serão feitas todas as
obstruções possíveis para impedir a aprovação. Destacou que na sexta-feira
(28), a greve geral no país tem que ser muito grande, uma vez que a sociedade
brasileira é agredida diante das propostas.
O parlamentar enfatizou que a oposição busca de todos os
modos possíveis impedir a votação através de mecanismos como pedir vistas,
retirada de pauta e outros. De acordo com ele, o Governo reúne maioria para conseguir votar em poucas semanas as
alterações.
Ele afirmou que precisa haver pressão dos sindicatos,
vereadores e prefeitos. Defendeu que é
preciso articular, lutar e manifestar para conseguir resistir às propostas e
impedir a votação.