Deputada Patrícia Alba explica o motivo da contrariedade à venda da Corsan

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O plenário da Assembleia Legislativa aprovou na sessão extraordinária híbrida da tarde de ontem (27), em primeiro turno, a PEC 280, do deputado Sérgio Turra (PP) e mais 24 parlamentares, retirando a exigência de realização de plebiscito para a venda da Corsan, Banrisul e Procergs. Foram 34 votos favoráveis e 18 contrários.

Um dos votos contrários à PEC foi o da deputada Patrícia Alba (MDB). A parlamentar concedeu entrevista ao programa Jornal da Manhã na Missioneira FM 94.9 nesta quarta-feira (28), onde salientou que votou com tranquilidade e sem abrir mão da responsabilidade que carrega no cargo.

Patrícia Alba informou que dentro da base do governo e do MDB, foi a única deputada que votou contra a PEC. A parlamentar argumenta que acredita na iniciativa privada, mas na questão da água, o tema é extremamente delicado. “Atualmente, o cliente paga uma tarifa com valor baixo e isso só é possível graças aos subsídios do governo oferecidos através da Corsan”, enfatizou Patrícia.

A deputada aproveitou a oportunidade para criticar a medida tomada pelo governador Eduardo Leite de retirar a cogestão, instalar a bandeira vermelha e permitir o retorno das aulas. Conforme Patrícia, uma situação desagradável teria ocorrido na última terça-feira. “O governador foi pressionado a fazer modificações no sistema de Distanciamento Controlado em troca de votos favoráveis a aprovação da PEC”, denunciou a parlamentar do MDB.

Patrícia Alba finaliza informando que a decisão de Eduardo Leite foi política e não técnica e que a cogestão é importante, sobretudo para os municípios pequenos, que vivenciam uma realidade totalmente diferente da região Metropolitana.

Rádio Missioneira