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Dengue: Brasil pode chegar aos 4 milhões de casos

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A situação preocupante da dengue no Estado e no País está deixando as autoridades sanitárias em alerta. O Rio Grande do Sul já registrou este ano três mortes pela doença e o Ministério da Saúde divulgou que o Brasil pode chegar aos 4 milhões de infectados até o fim de 2024.

Em entrevista concedida ao programa Cidade Alerta da Rádio Missioneira FM 94.9, o agrônomo, doutor em entomologia (ciência que estuda os insetos e sua relação com o homem, as plantas, os animais e o meio-ambiente) e professor da Uergs São Luiz Gonzaga Rafael Meirelles trouxe mais informações sobre a importância da prevenção e combate ao mosquito transmissor da dengue. Ele destacou que é importante que cada cidadão faça a sua parte na eliminação de qualquer tipo de local que possa acumular água, evitando a proliferação do aedes aegypti. “O aedes é exótico, veio da África nos navios negreiros e do Brasil se espalhou para as três Américas e Caribe. Se beneficia das aglomerações das cidades e das grandes áreas urbanas e transmite, além da dengue, chicungunia, zika e febre amarela. Vale destacar que a forma mais eficaz de combate a doença é a convergência entre poder público e população, com o cidadão reduzindo os focos em sua casa, o que também reduz a infestação do mosquito.

Meirelles explicou que o mosquito da dengue é diurno, fica mais ativo das 8 às 14 horas não faz zumbido e sua picada não coça e não arde. “Hoje houver moradia e água pode haver  foco do inseto. Inclusive no esgoto, que é um ambiente considerado ideal. Um pedido que faço é que as pessoas deixem os agentes de dengue acessarem seus pátios e propriedades. Assim eles podem localizar possíveis focos de larvas e eliminá-los antes que elas se tornem insetos.”

O professor doutor destaca que o método mais eficaz ainda é a conscientização das pessoas. “Temos o controle biológico, com aplicação de produto em locais de água parada e córregos. Mas vale destacar que não tivemos inverno rígido no ano passado, o que fez com que larvas sobrevivessem mais e causem agora o aumento dos casos que estamos registrando.”

FONTE: RÁDIO MISSIONEIRA

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