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11 de janeiro de 2019
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Delegada Tânea Bratz vai intensificar ações de proteção à crianças e mulheres em São Luiz Gonzaga e região

11 de janeiro de 2019 l 15:09
Materia atualizada: 11/01/2019 l 15:43

Nos últimos dois anos, a profissional conciliava o trabalho com a função de delegada regional





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Os grupos vulneráveis, como crianças, adolescentes e mulheres, inclusive as moradoras do interior, receberão atenção especial neste ano em São Luiz Gonzaga e região. A delegada Tânea Bratz agora é a titular da delegacia que cuida desses assuntos. Nos últimos dois anos, a profissional conciliava o trabalho com a função de delegada regional. “Agora a dedicação será mais intensa”, relatou Tânea, em entrevista à reportagem da Missioneira.

De perfil investigativo e com aposta no diálogo, a delegada vai continuar no comando de programas preventivos que instalou na cidade.  Para a profissional, é urgente que as pessoas resgatem a capacidade de diálogo. “Vimos isso muito claro nas últimas eleições. As pessoas não conseguem mais respeitar as opiniões. O ser humano não tem mais capacidade de reflexionar”, argumentou.

Parcerias

Um dos projetos é o Papo de Responsa, que após atender mais de três mil estudantes da região, neste ano será voltado a outros públicos. Tânea vai buscar parcerias, como a Emater, para levar o papo ao interior. A ideia é conversar com as mulheres, muitas delas vítimas de violência. Nessas localidades, existem grupos de reuniões semanais, na qual a delegada vê uma ótima oportunidade de conversa, principalmente para incentivar as denúncias, já que muitas não chegam à polícia.

A região possui muitos casos de violência contra as mulheres, com ao menos cinco feminicídios e 107 ocorrências de lesão corporal só em São Luiz Gonzaga. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública (SSP-RS).

O programa Mediar, que tenta resolver conflitos sem chegar à justiça, também continua sob o comando de Tânea. A nova sala de trabalho na delegacia já tem instalada a mesa onde ocorrem as conversas em busca de uma saída pacífica para os problemas. Outro projeto neste ano será a Galera do Bem, para mediação de conflitos com os estudantes.

Agora, sem a responsabilidade que o cargo administrativo a exigia, ela pretende participar de reuniões com órgãos da comunidade voltados à rede de proteção. É o caso do Conselho Tutelar e do Centro de Apoio às Mulheres, que terão sua participação e colaboração.

Avaliação do trabalho como regional

Bratz nunca teve a pretensão de ser delegada regional, que exige um perfil político e administrativo. “É algo que sempre fugiu dos meus ideiais, mas por razões internas tive que assumir”, explicou. Ela avalia que foi um período de muito aprendizado. “Você aprende a lidar com as suas limitações e com dos outros”, explica. “Eu não imaginava que teria condições de fazer”, relatou. Nos dois anos, foram dezenas de operações policias, com mais de 150 prisões e apreensões de drogas. Tudo ao mesmo tempo dos programas preventivos com a comunidade.

A delegada destaca que a dificuldade foi lidar com a escassez de profissionais, horas extras, recursos e salários parcelados, que marcou o governo passado. “Diante da escassez você acaba tendo que dizer não, mesmo sabendo que são merecedores. Muitas vezes a gente teve que decepcioná-los nessas expectativas”, disse.

Ela destacou que a crise atinge diretamente o trabalho do funcionalismo. Mesmo com um concurso em andamento, não se sabe quando haverá convocação, nem em quais locais. Tânea não tem esperança de mudança neste ano, diante da dificuldade financeira do estado. “O lance é aprender a trabalhar com o que se tem”, finalizou.

Autora: Amanda Lima

Fonte: Rádio Missioneira


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