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Delegacia de Proteção a Grupos Vulneráveis está instalada em São Luiz Gonzaga

Desde o dia 1º de outubro deste ano, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) passou a ser Delegacia de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV). Assim, além de crianças, adolescentes e mulheres vítimas em razão de gênero que eram atendidas, o local recebe também ocorrências de idoso vítima e de intolerância e preconceito, como relacionado à discriminação de raça, credo, nacionalidade e opção sexual. Além disso, casos da região em que há necessidade de uma escuta especializada, a mesma será realizada pela DPGV.

“Não são todos os casos de idoso que virão para nós. Não são todos os casos de criança e adolescente vítima que virão para nós. Não é o fator idade, de ser mulher. Precisa ser em razão dessa condição. Em razão de ser criança, em razão de ser mulher, ela sofreu essa violência”, explica a delegada que responde pela DPGV, Tanea Bratz.

De acordo com a titular da DPGV, com essa mudança, há uma necessidade de alteração tanto da estrutura física do espaço onde funciona a delegacia quanto de um número maior de policiais. De acordo com ela, é cogitada a elaboração de um novo projeto, sendo que um encaminhado anteriormente não chegou a ser aprovado, assim como a busca de suporte junto à comunidade.

“Se chega na delegacia de proteção de grupo vulnerável é porque precisa de um olhar diferenciado. Sem dúvida nenhuma, aumentou bastante a demanda envolvendo todo esse grupo vulnerável, mas eu acho imprescindível que, nesse momento histórico que vivemos, os grupos vulneráveis precisam de um acolhimento, de um atendimento específico, direcionado e esse atendimento já era feito. Nossa DPCA sempre primou para que todas as pessoas que aqui chegassem, seja qual for a demanda, a gente sempre dá uma resposta, um encaminhamento”, reforça a delegada

Regionalização de escuta especializada

A estrutura da atual DPGV conta com uma sala específica para depoimentos especiais, com câmeras. Assim, como essa estrutura não está presente em todas as delegacias da região, na necessidade de uma escuta especializada, a mesma ocorrerá em São Luiz Gonzaga.

“Do contrário, a gente solicita ao Ministério Público, que represente ao Judiciário para produção antecipada de provas, ou seja, essa criança ou adolescente já vai ser ouvido enquanto está tramitando o inquérito aqui na delegacia, essa criança pode ser ouvida pelo juiz, para ser ouvida uma única vez. Para não haver a revitimização”, explica a delegada.

Rádio Missioneira

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