Daniel Cargnin, bronze nas Olimpíadas, é de família missioneira

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Pai e avô do atleta medalhista olímpico são naturais de Santo Antônio das Missões e residiram por muito tempo na cidade

O judoca Daniel Cargnin, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, tem sangue missioneiro e possui familiares em Santo Antônio das Missões. O atleta de 23 anos, que venceu o israelense Baruch Shmailov na categoria peso-meio-leve (até 66kg), é neto de Alécio Cargnin e filho do popular “Alecinho”, figuras conhecidas em Santo Antônio das Missões e que residiram na cidade por muitos anos, antes de se mudarem para Porto Alegre.

A conquista do atleta da Sogipa emocionou muitos moradores do município, que relembraram a trajetória dos familiares. Nas redes sociais, santo-antonienses parabenizaram os membros da família pela conquista.

A VITÓRIA

O judoca gaúcho começou a jornada olímpica superando o egípcio Mohamed Abdelmawgoud por ippon. Depois, aplicou um waz-ari em Denis Vieru, da Moldávia, já na morte súbita. Cargnin se classificou para a semifinal da categoria até 66kg ao derrotar o italiano Manuel Lombardo, primeiro do ranking mundial, neste domingo. Na sua terceira luta nas Olimpíadas no Japão, o atleta gaúcho bateu o rival nos segundos finais do duelo, aplicando um waza-ari.

Na semifinal o brasileiro enfrentou o japonês Hifum Abe, número 5 do ranking e vencedor de dois mundiais. Lutando em casa, o anfitrião fez valer o favoritismo e derrotou Cargnin por ippon.

Pouco depois, o brasileiro voltou ao tatame na briga pelo bronze, desta vez tendo pela frente o judoca israelense Baruch Shmailov, com quem o gaúcho já havia lutado três vezes, com duas derrotas e uma vitória.  Mesmo diante de um adversário que parecia mais forte fisicamente, Cargnin manteve uma postura agressiva e conquistou um waza-ari.

Logo depois, a luta foi interrompida para o brasileiro ser atendido para conter um sangramento no nariz após um golpe. No recomeço, o gaúcho manteve a vantagem por mais um minuto e meio que pareciam uma eternidade.

O bronze, no entanto, não seria perdido por nada, escrevendo mais um capítulo na história de conquistas do judô gaúcho de João Derly e Mayra Aguiar.

Rádio Missioneira | Com informações do Correio do Povo