Custo de produção em lavouras gaúchas tem aumento de até 52%, afirma presidente da FecoAgro

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Conforme Paulo Pires, gastos com fertilizantes e combustíveis são os principais vilões para este aumento

Em entrevista ao programa Jornal da Manhã na Missioneira FM 94.9 nesta quarta-feira (18) o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro) Paulo Pires e presidente também da Coopatrigo, trouxe alguns números referentes ao custo de produção das lavouras gaúchas.

“Estamos assustados”, disse Paulo Pires. Segundo ele, com base no último levantamento realizado em abril, o custo de produção nas lavouras de milho teve um aumento de 52% em relação à safra anterior. O salto é alavancado, sobretudo, em função do aumento no preço de alguns produtos, que tiveram acréscimo superior a 100%, como é o caso do cloreto.

Conforme Paulo Pires, a soja, por sua vez, teve um aumento no custo de produção de 48,45%, uma suba de aproximadamente 13% em relação à safra 2020/2021. Gastos com fertilizantes e combustíveis são os principais vilões para este aumento, sendo que a variação cambial pouco interferiu.

“O que tem impactado diretamente são os aumentos reais em dólar, como por exemplo o do frete marítimo, que teve acréscimo de 300%”, mencionou Paulo Pires.

Segundo ele, o que irá tornar rentável a produção agrícola é a manutenção atual dos preços dos grãos.

Por fim, em relação à escassez hídrica observada na microrregião de São Luiz Gonzaga, Paulo Pires salientou que a irrigação é algo muito individual e depende de cada produtor, por isso os prejuízos em algumas lavouras serão indiscutíveis e que o plantio de milho, agora, em áreas de sequeiro é muito arriscado.

Rádio Missioneira