A Coxilha Insumos realizou uma palestra técnica nesta semana na
Arpa de São Luiz Gonzaga. O evento contou com participação do professor Carlos
Forceline, renomado palestrante e pesquisador na área da agricultura. Ele falou
a respeito da resistência da soja, ferrugem, aplicações de fungicidas e meios
para controle de doenças.
Conforme o profissional, cada safra tem uma safra tem suas
características singulares. Ele explicou que nos últimos anos foi registrado o
elevado número de doenças na soja, principalmente a ferrugem. Ainda assim, em
2017 a situação foi diferente, com menos ocorrência das doenças em virtude das
condições climáticas.
Carlos colocou que se observa o comportamento da ferrugem e,
que o causador da enfermidade fica mais resistente e menos controlável aos
fungicidas a cada safra. Para evitar perdas, ele recomenda que o produtor deve
estar atento e se preparar. De acordo com ele, a preparação para combater a
praga envolve diversos assuntos.
Forceline orientou que os produtores tenham sempre a
consciência de que a doença existe na lavoura; que os fungicidas ainda ajudam e
que um dos principais mecanismos de proteção é a utilização dos protetores em
todas as aplicações. Outra orientação é a reavaliação da posição de aplicação dos
produtos de controle.
O palestrante sugeriu ainda que seja utilizado da inovação, a
modo que se combine protetores, triazóis e morfolinas. A importância da
utilização de variedades resistentes, como a soja inox, também foi destacada.
Outro ponto é utilizar sementes boas e tratadas, sem atrasar a primeira
aplicação de fungicidas.
Ele demonstrou durante a conversa, dados e comparações que
mostram a diferença de rendimento no número de sacas, conforme o grão e as
aplicações. Em alguns modelos, o rendimento do inox com quatro fungicidas
rendeu até oito sacas a mais do que o exemplar de inox sem aplicações do
produto. Outros chegaram até 13 sacas a mais de diferença.
Segurança 100% ainda
não há
Carlos evidenciou que até o momento não há nenhum produto
100% eficaz contra a ferrugem. De acordo com o palestrante, novos produtos para
proteger as culturas contra a doença devem chegar somente em 2025. Explicou que
em virtude disso os produtores têm até oito anos para que possam utilizar os
recursos já disponíveis até o surgimento de novos protetores.