Em uma região essencialmente agrícola, como é o Noroeste gaúcho, as atenções do Corpo de Bombeiros Militar se voltam ainda mais à questão do fogo em vegetações rasteiras e florestais. Considerando a expectativa de estiagem e aumento de ocorrências desta natureza neste verão. No período, com a estiagem do ano passado, foram atendidas 93 ocorrências de combate a incêndio em um período de quatro meses.
“Isso é um número considerável e preocupante; ocorreram incêndios graves. Tivemos que apoiar no combate a incêndio na Reserva Ambiental do São Donato, onde aproximadamente 10 mil hectares da natureza foram consumidos pelo incêndio, que talvez seja irreversível”, comenta o comandante do 2° Pelotão de Bombeiro Militar, com sede em São Luiz Gonzaga, tenente Vandré Reolon.
Nesse sentido, por parte das comunidades do meio rural, o comandante orienta que os aceros mecânicos são alternativas eficientes para evitar que o fogo se alastre nas propriedades, assim como a manutenção de uma reserva estratégica de água por cisternas e conexões storz é importante; maquinários em pontos estratégicos para que caso avistado o primeiro foco de incêndio seja extinguido; abafadores, batedores e bombas costais são imprescindíveis. Reolon reforça que a área de atuação abrange 13 municípios, sendo que o tempo resposta por causa da dificuldade de acesso e a distância acabam sendo complicadores para o primeiro combate. Medidas como essas contribuem para o trabalho, evitando que incêndios tomem proporções avassaladoras.
“É um apoio que pode ser prestado a nós para o primeiro combate, até que o Bombeiro Militar assuma a ocorrência de combate ao incêndio. Porque é elementar a tomada de decisão e ação tão logo seja constatado o sinistro; possibilitando chegarmos ao local com os referidos recursos ao invés de termos muitas vezes distantes do abastecimento de água, o que não favorece o combate ao incêndio e por sua via a preservação de patrimônios e meio ambiente”, finaliza o comandante.
Fonte: Rádio Missioneira