Após alguns anos sem um Plano Safra voltado especial para a agricultura e a pecuária familiar, nesta quarta-feira (28), o Governo Federal fez o anúncio dos valores que serão destinados ao setor na safra 2023/2024.
No total, serão destinados R$ 71,6 bilhões ao crédito rural para agricultura familiar (Pronaf), ou seja, aumento de 34% em relação à safra anterior. Se forem somados os valores de crédito rural com outros programas como Proagro Mais, compras públicas e assistência técnica e extensão rural o valor chega a R$ 77,7 bilhões.
Em entrevista para o programa Jornal da Manhã na Rádio Missioneira nesta quinta-feira (29), o coordenador da Regional Sindical Missões II, Márcio Langer, comemorou o retorno do Plano Safra da Agricultura Familiar.
“O plano é muito positivo, principalmente pela inclusão do público de menor renda”, frisou Langer.
São pontos importantes a queda nas taxas de juros, assim como programas especiais e aumento de recursos nos programas de garantia de renda ao produtor e a diminuição nas alíquotas do Proagro.
Por outro lado, Márcio destaca que existem pontos negativos. Conforme a Fetag-RS, ficaram de fora a revisão nos valores de enquadramento no Pronaf, o que leva muitos agricultores a deixarem o programa e a elevação dos valores de financiamentos para investimentos, que seguem baixos e não acompanham os preços de máquinas e implementos agrícolas.
A taxa de juros varia entre 4% e 5% ao ano para produtores de alimentos como arroz, feijão, leite, entre outros. Para aqueles que optarem por produção de alimentos agroecológicos, os juros serão de 3% ao ano para custeio e 4% ao ano para investimento.
Um dos pontos que atende a uma demanda da Fetag-RS é o aumento do enquadramento da renda familiar anual, que passa de R$ 23 mil para R$ 40 mil.
Foto: divulgação/Regional Missões II
Rádio Missioneira