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São Luiz Gonzaga
26 de outubro de 2018
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Coopatrigo promoveu discussão sobre sucessão familiar com jovens da região

Foto: Divulgação
26 de outubro de 2018 l 15:37
Materia atualizada: 26/10/2018 l 15:37

Parceria foi com os sindicatos dos trabalhadores rurais





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A Coopatrigo realizou uma parceria com a Regional Missões II que engloba a grande maioria dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais da sua área de abrangência para promover a discussão do tema sucessão familiar rural entre os jovens.

Neste sentido nos dias 16 e 17 de outubro foram promovidos dois encontros onde os sindicatos mobilizaram os jovens para participar de um encontrão, que além de debater o assunto proposto também teve o desenvolvimento de outras atividades organizadas pela coordenadoria da juventude dos STRs da região. No dia 16 de outubro o encontro foi realizado em São Nicolau envolvendo jovens também de Roque Gonzales, Porto Xavier, Pirapó e Dezesseis de Novembro. Já no dia 17 o encontro foi realizado em Itacurubi envolvendo também jovens de Santo Antônio das Missões, Garruchos, São Borja, São Luiz Gonzaga e Bossoroca.

Para promover o debate a Coopatrigo contratou a conferencista Icledes Maria Matté do Instituto Prosperittá de Erechim, a qual possui um vasto curriculum de educação corporativa e realiza este tipo de trabalho em diversas cooperativas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Segundo a profissional contrata pela cooperativa o tema sucessão familiar na agricultura tem se tornado central nas discussões relacionadas ao campo. A transferência de patrimônio entre gerações na agricultura implica em retirar do processo de gestão do estabelecimento as gerações mais velhas e, em contrapartida, visar a formação de um novo agricultor gestor. Nessa etapa reside um gargalo, uma vez que os filhos, na maioria das vezes, não são preparados para gerenciar a propriedade, bem como não recebem instruções e autonomia no processo de formação e sucessão. Esse erro gerencial por parte das famílias rurais faz com que muitos filhos só assumam a propriedade, do ponto de vista gerencial, quando os pais morrem. Nestes casos, o despreparo ea falta de identificação com o negócio da família pode ocasionar uma inadequada gestão da propriedade que acarreta muito problemas que culminam com a venda do patrimônio. Icledes disse que o diálogo é o melhor caminho para se fazer uma boa sucessão e este assunto deve iniciar a ser discutido o mais cedo possível.

O presidente da Coopatrigo Ivo Batista disse que este assunto é bastante pertinente não somente entre os jovens, mas também em todo o quadro social da cooperativa e neste sentido este ano foram realizados vários encontros com este tema. “Não temos a pretensão de que todos saiam fazendo a sucessão, mas sim de que comecem a refletir sobre o assunto”, afirmou o presidente.

Aguinaldo Barcelos coordenador da Regional Missões II agradeceu à Coopatrigo por mais esta parceria, dizendo que o tema sucessão rural é muito importante para a agricultura familiar, pois nas pequenas propriedades além do sucessor é necessário pensar na rentabilidade dos estabelecimentos para que esta sucessão seja viável e isto é uma preocupação constante dos sindicatos.

Autor: Roberto Marques

Fonte: Rádio Missioneira

 


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