Representando os mais de seis mil associados da Cooperativa Tritícola Regional São-luizense ltda (Coopatrigo), o presidente Ivo de Souza Batista enviou documento ao Daer no qual atesta, mais uma vez, a precária situação da ERS 165, cujas obras seguem paradas e, sem manutenção, o estado da rodovia piora a cada dia que passa.
Como cerca de 10% dos associados da Cooperativa estão diretamente ligados à ERS 165, as péssimas condições de trafegabilidade da mesma trazem grandes transtornos, ainda mais neste período de escoamento de safra de soja dos municípios de Rolador, Cerro Largo, Caibaté e São Luiz Gonzaga, tanto para os produtores enviarem sua colheita aos armazéns da Cooperativa quando para a Coopatrigo, que precisa retirar o grão entregue e abrir espaço para o recebimento de toda a safra. Já foram registrados diversos atolamentos de veículos leves e pesados, principalmente após as chuvas ocorridas no feriado de Páscoa.
O trecho final do comunicado diz o seguinte: “Diante do exposto estamos requerendo que este órgão providencie o mais breve possível a recuperação emergencial desta estrada, com o envio de equipamentos e equipe especializada, primeiramente resolvendo os problemas pontuais nos pontos mais críticos e, posteriormente, recuperando completamente a estrada, pois não se sabe quando serão retomadas as obras de asfaltamento.”
O presidente Ivo Batista concedeu entrevista no programa Jornal da Manhã desta terça-feira, onde abordou o assunto, dizendo que, em casos como esse, o governo do Estado deveria deixar de lado as reclamações sobre a situação financeira e agir, pois a situação é de emergência. O ofício também foi enviado ao secretário de Transportes, Pedro Westphalen, para que seja tomada providência, não só no caso da ERS 165, mas também no trecho esburacado de São Luiz/Bossoroca, além do trecho de São Nicolau. O caso é tão grave que muitos freteiros não fazem a mínima questão de transportar soja nessas localidades, tamanha é a precariedade das estradas.
Sobre a produtividade da soja, o Presidente voltou a destacar o uso da tecnologia nas lavouras, com orientação de agrônomos capacitados, como os da ARPA. Os resultados alcançados, nessas condições, ficaram bem acima dos 50 sacos por hectare. Segundo Ivo, a média da região deve ficar entre 45 e 48 sacos por hectare. Ele ainda ressaltou que a chuva do final de semana beneficiou muito o soja safrinha e que os produtores que estão monitorando regularmente suas lavouras certamente farão uma boa safrinha.