Com
o desligamento do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar, que deve ocorrer a data-limite de 02 de julho, haverá
uma defasagem muito grande no efetivo do Corpo de Bombeiros. O major do 11º
Comando Regional de Bombeiros, Eglair Chaves, em entrevista ao Cidade alerta,
falou sobre o assunto.
Em todo o Estado, o Corpo de Bombeiros estará
nascendo com efetivo pela metade, o Corpo de Bombeiros expõem um déficit de
50,5% no efetivo. Em São Luiz Gonzaga, a situação é preocupante. Com uma área
de 12 municípios, muitas vezes os turnos possuem apenas dois bombeiros.
Para lidar com isso, atualmente, o major
declara que estarão sendo atendidas as ocorrências de maior gravidade. ?É uma
situação delicada, tanto para nós quanto comando, quanto para a sociedade em
geral, que necessita dos nossos trabalhos, porém com a alta defasagem, estaremos
operando ocorrências graves com potenciais riscos a vida de envolvidos?,
explicou.
Ele destaca ainda, que as demandas são muito
grandes. ?Principalmente nas demandas proativas de prevenção a incêndio, como
licenciamentos, quais as prefeituras municipais não poderão dar licenças
temporárias ou permanentes sem alvará do corpo de bombeiros?, informou.
Segundo o major, a situação se agrava. ?Na
nossa região, temos ainda a questão de resgate e salvamento na realização de
serviços emergenciais, e o nosso efetivo não é suficiente para fazer isso. Essa
é a nossa realidade, e também, de todo o Estado? declarou.
Em alguns municípios da região, por conta da
administração dos recursos e por conta das distâncias, algumas guarnições estão
sendo desativadas. Assim os servidores passam a atender pelas guarnições de
combate ao incêndio para quais foram escalados.
O Corpo de Bombeiros está fazendo tratativas
junto ao governo do Estado. Enquanto isso, reuniões estão tratando dos planos
de ações e institucionais, que prevê como funcionara essa nova guarnição que
esta em transição. A interlocução entre o Corpo de Bombeiros e Governo do
Estado, esta sendo feita pelo comando do Corpo de Bombeiros.