Conheça o trabalho desenvolvido na Rede Municipal de Ensino para a Inclusão Escolar

Compartilhe!

Atendimento Educacional Especializado é ofertado em quatro educandários   

A temática sobre a educação inclusiva é assunto debatido com frequência na área da educação, sendo o respeito às diferenças legitimado pelas leis brasileiras desde a Constituição de 1988, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDBEN/96) e pela Política Nacional de Educação Inclusiva. 

Os estudantes com necessidades especiais devem estar matriculados preferencialmente no ensino regular.  Nos casos em que o aluno não tenha condições de frequentar essa modalidade de ensino, ele deve ser matriculado em classes especiais. Porém, não basta apenas receber os alunos, é preciso que eles participem ativamente das atividades propostas. Se os estudantes não estiverem em interação com os colegas e o professor, ou se estiverem realizando atividades diferentes dos outros alunos, ele não está de fato incluído.   

A integração dos estudantes nos diferentes espaços físicos, assim como na escola, instiga o desenvolvimento de habilidades intelectuais e sociais. Os demais alunos presentes no ensino regular também precisam desta convivência para que possam respeitar o outro e compreender a diversidade de cada um, isso irá prepará-los para a inserção em uma sociedade de todos. “Uma escola inclusiva tem como meta romper com a situação de exclusão, preconceito e de discriminação. Cabe aos docentes diversificarem as metodologias de ensino, selecionarem os conteúdos mais pertinentes para trabalhar com os alunos que estão incluídos, realizarem adaptações curriculares e buscarem parcerias com os professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE)”, afirmou a secretária de Educação e Esporte, Mariza Klein Ditz.  

A Rede Municipal de Ensino conta com o AEE – no ensino regular – em quatro escolas: Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Coronel Mamede de Souza, EMEF Francisca Lencina, EMEF Centenário e EMEF Ernestina Amaral Langsch.   

ESCOLA MAMEDE 

Foto: Prefeitura de São Luiz Gonzaga

 

A EMEF Coronel Mamede de Souza possui uma sala de recursos multifuncional, na qual atua a professora Sandra Welter Ilha. A função da sala de recursos é complementar e suplementar o processo de ensino e aprendizagem. “O público alvo da educação especial são as crianças com deficiências, transtorno do espectro autista, altas habilidades e superdotação. É um serviço de apoio a sala comum, que oferece meios e modos que efetivam o real aprendizado dos estudantes” destacou a professora. 

O atendimento não contempla apenas os alunos da Escola Mamede, mas também aqueles vindos de outras escolas da Rede Municipal, as quais necessitam deste atendimento para seus educandos. “As interações pedagógicas são realizadas no contraturno do aluno e têm como principal objetivo identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade. As atividades do AEE priorizam o desenvolvimento de estratégias de aprendizagens, centradas num novo fazer pedagógico que favoreça a construção de diversos tipos de conhecimentos, facilitando a vida escolar dos alunos com necessidades educacionais especiais” informou Sandra. 

ESCOLA FRANCISCA LENCINA  

Foto: Prefeitura de São Luiz Gonzaga

 

A EMEF Francisca Lencina também possui uma sala de recursos multifuncional, onde trabalha a professora Eliane da Silva Fernandes. A sala foi implantada em 2002, sendo a primeira escola da Rede Municipal de Ensino contemplada com esse atendimento. O educandário atende alunos do zoneamento da EMEF Coração de Jesus e EMEF Boa Esperança. “O objetivo dessa sala é desenvolver no AEE, atividades que promovam a inclusão escolar, bem como o aprimoramento da leitura, escrita, atenção, concentração, raciocínio lógico, cálculos e resolução dos problemas, propondo uma aprendizagem significativa aos nossos educandos” afirmou a professora Eliane. 

ESCOLA ERNESTINA AMARAL LANGSCH 

Foto: Prefeitura de São Luiz Gonzaga

 

A EMEF Ernestina Amaral Langsch está incluída nas escolas que ofertam a sala de recursos multifuncional, local onde atua a professora Carmelina Rosa Gonçalvez. A docente atende durante a semana em diferentes dias e horários. O objetivo desta sala é realizar um serviço pedagógico, com atividades de suplementação e/ou complementação do processo de escolarização. 

O público atendido na Escola Ernestina são os alunos da própria escola. Em casos de encaminhamentos com diagnósticos, o educandário atende alunos da EMEF Érico Veríssimo. “Os estudantes atendidos na sala de recursos são divididos em pequenos grupos, de acordo com seu nível de aprendizagem e conhecimento. Atualmente na Escola Ernestina são atendidas crianças encaminhadas com laudos médicos, psicólogos e crianças que foram liberadas da APAE e que estão incluídos no Ensino Regular, alunos com espectro autista e deficiência intelectual”, informou a professora Carmelina. 

ESCOLA CENTENÁRIO 

Foto: Prefeitura de São Luiz Gonzaga

 

A EMEF Centenário também tem sala de recursos multifuncional (AEE), na qual atua a professora Lucia Irani Gattiboni. O atendimento no espaço tem como objetivo apoiar a organização e a oferta do AEE prestado na forma de complementar ou suplementar aos estudantes com deficiência, déficit intelectual, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação matriculados em classes comuns do ensino regular, assegurando condições de acesso, participação e aprendizagem.  “O público alvo do AEE são estudantes oriundos deste educandário, do Bairro Cohab e bairros vizinhos. São alunos que necessitam de atendimento complementar/auxiliar para um melhor entendimento do conteúdo proposto no ensino regular”, destacou a professora Lucia. 

SEMEDE  

A Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SEMEDE) possuía a sala para atendimento Psicopedagógico, onde trabalha a psicopedagoga Daura Marques Sarmento. A profissional explicou a finalidade do espaço. “A função desta sala é identificar os problemas de aprendizagens e suas causas, realizando a intervenção e os encaminhamentos necessários. Para isso, antes de iniciar o processo com o aluno, realizamos uma entrevista com os pais para esclarecimento e orientação. Após, ocorrem os atendimentos psicopedagógicos para descobrir quais as áreas devem ser potencializadas, desenvolvendo técnicas remediativas. Também são realizadas visitas nas escolas, palestras e atendimentos individuais”. 

O profissional que atua na Sala de Atendimento Psicopedagógico trabalha em parceria com outros profissionais, como professores do AEE das escolas, psicólogos, fonoaudiólogos, neuropediatras, entre outros, orientando pais e educadores. O trabalho realizado em parceria e as adaptações curriculares, favorecem para que a inclusão de fato aconteça. Neste sentido, todos os estudantes e professores estarão sendo beneficiados com a inclusão escolar. 

Fonte: Larissa Dornles | Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São Luiz Gonzaga e SEMEDE