A comissão formada pela Administração Municipal de Bossoroca para acompanhar a realização do concurso público promovido em fevereiro no Município garante a transparência e correção do processo seletivo e nega qualquer tipo de intervenção ou influência nos resultados. A afirmação foi feita por representantes da prefeitura que participaram do programa Jornal da Manhã da Rádio Missioneira 94.9 FM nesta segunda-feira, dia 8.
Estiveram nos estúdios conversando com o apresentador Nivaldo Maciel o procurador jurídico Fernando Heck, o analista jurídico Heleno Andrade de Mattos, a agente administrativa Sabrina Vaz Moreira e a agente administrativa auxiliar Pamela de Moura Nunes. O grupo falou sobre o recurso impetrado por um dos candidatos que questionou uma das questões da prova para o cargo de Agente Administrativo. A questão acabou sendo anulada na publicação do gabarito oficial, o que gerou uma denúncia ao Ministério Público (MP) de São Luiz Gonzaga, que então pediu a suspensão do concurso para a vaga, o que foi determinado pela Justiça.
“Temos de esclarecer alguns equívocos que foram colocados a público, a fim de tranquilizar a comunidade e principalmente quem prestou o concurso. A comissão agiu unicamente no sentido de possibilitar o bom curso e a lisura do certame. O MP, muito provavelmente induzido de forma equivocada pela empresa Legalle, promotora do concurso, apontou que a comissão interferiu no concurso, o que não é verdade. A empresa alegou ter sido coagida pela comissão, mas temos documentos que comprovam que nada disso ocorreu”, afirmou o analista jurídico Heleno de Mattos.
Segundo ele um dos candidatos à vaga de agente administrativo, que já é servidor concursado da Prefeitura de Bossoroca, teria questionado a questão 37 da sua respectiva prova. “A empresa nos consultou sobre como proceder e respondemos, através de e-mails os quais temos todos documentados, que não tínhamos competência para definir e que aguardávamos a publicação do gabarito no prazo estabelecido em edital, o que não ocorreu”, explicou Heleno.
Suspensão – Foi então que a Empresa Legalle publicou o gabarito sem a questão alvo de recurso do candidato e, em seguida, apresentou denúncia contra a prefeitura o Ministério Público, o que resultou na suspensão do concurso apenas para a vaga de agente administrativo. “Vale destacar que o concurso segue válido para todas as outras vagas e que todos os candidatos terão seus direitos preservados”, salientou o procurador jurídico Fernando Heck.
Ele informou que entre hoje e amanhã, terça-feira, a prefeitura irá “protocolar as razões de defesa na Justiça e agora queremos que a banca organizadora nos apresente o ato anulatório da questão. Se isso não ocorrer, ela não será anulada e as notas dos candidatos redistribuídas. Então temos certeza de que o concurso será homologado e os aprovados terão seus direitos respeitados. Estamos tranquilos quanto a lisura e correção de todos os atos do município e da comissão”, completou o procurador.
FONTE: RÁDIO MISSIONEIRA