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Cerca de 15% das lavouras de soja gaúchas serão abandonadas, avalia Emater

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Na segunda semana de maio, as condições climáticas sobre o Rio Grande do Sul permaneceram desfavoráveis para as atividades de campo, especialmente a colheita. O fato agrava a situação, pois as perdas aumentam diariamente com o adiamento da operação, provocando a abertura de vagens, a germinação de grãos ou seu comprometimento pela proliferação de fungos.

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado na quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, o avanço da colheita da soja nos próximos provavelmente será pouco significativo, já que muitas lavouras, dos 15% restantes, devem ser abandonadas em razão da inviabilidade econômica, ou seja, a colheita dessas áreas não cobre os custos da operação, o frete e os descontos aplicados no recebimento pelas cerealistas. Os prejuízos serão maiores nas regiões Centro, Sul e Oeste do Estado, onde grandes extensões ainda não haviam sido colhidas.

“Da soja colhida se observa redução drástica na qualidade dos grãos, em comparação ao produto obtido antes do excesso de chuvas”, destaca o diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera, ao analisar que na safra 2023-2024 o Rio Grande do Sul cultivou 6,68 milhões de hectares, que é a maior área cultivada. “Na última análise feita pela Emater, se verifica que 85% das lavouras de soja estão colhidas, apresentando um avanço de sete pontos percentuais”, diz, ao ressaltar que “parte dos municípios produtores de soja e parte dos agricultores optaram por colher, ainda que o grão esteja em condições não favoráveis e mesmo no período de calamidade”.

Diante dessas perdas significativas, os produtores estão acionando o seguro agrícola. Aqueles que não possuem cobertura para suas lavouras buscarão renegociar as dívidas com os cerealistas e com outros financiadores da safra, transferindo para os períodos futuros a quitação dos débitos. A estimativa de produtividade projetada inicialmente era de 3.329 kg/ha, mas deverá variar negativamente, dependendo dos resultados de lavouras a colher ou perdidas.

Foto: Neimar Peroni 

Fonte: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

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