A colheita da soja segue avançando na região missioneira, mas com resultados bastante desiguais entre as lavouras. A Coopatrigo continua recebendo a produção em suas unidades distribuídas por diversos municípios, enquanto produtores enfrentam os impactos da irregularidade das chuvas.
Segundo o presidente da cooperativa, Paulo Pires, a falta de precipitações ao longo do ciclo comprometeu diretamente o rendimento das lavouras. Em entrevista ao programa Jornal da Manhã, da Rádio Missioneira, nesta quinta-feira (9), ele destacou que há uma variação muito acentuada na produtividade.
“Existe realmente uma variação muito grande de produção em função das chuvas. Infelizmente, as altas produtividades, acima de 60 ou 70 sacas por hectare, estão concentradas nas áreas irrigadas”, afirmou.
Pires ressaltou que, embora existam casos pontuais de resultados expressivos — com produtores colhendo acima de 100 sacas por hectare — esses números são registrados apenas em lavouras com irrigação. No restante das áreas, o cenário é mais desafiador.
“É a pior região em termos de produtividade no estado, mas ainda há locais que vão colher. O momento é extremamente desafiador”, avaliou.
Apesar das dificuldades, o presidente destacou o papel do cooperativismo como suporte aos produtores, especialmente em períodos adversos. Ele enfatizou a estrutura oferecida pela Coopatrigo, que conta com assistência técnica, produção de sementes, loja de peças e 24 unidades, facilitando a logística no campo.
“A cooperativa está sempre junto, sempre disponível. Esse é um diferencial importante”, pontuou.
Pires também defendeu o modelo cooperativista, destacando sua força coletiva. “A iniciativa privada tem seus méritos, mas quando se tem milhares de produtores envolvidos, isso cria um diferencial significativo”, concluiu.
Fonte: Rádio Missioneira