Caso Vânio Mattos: réu é considerado inocente em júri popular - Rádio Missioneira - São Luiz Gonzaga - RS
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São Luiz Gonzaga
17 de outubro de 2018
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Caso Vânio Mattos: réu é considerado inocente em júri popular

17 de outubro de 2018 l 17:45
Materia atualizada: 17/10/2018 l 18:20

Julgamento ocorreu nesta quarta





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Leandro de Farias Freitas foi absolvido da acusação de matar o colunista social Vânio Matos. A maioria dos jurados decidiu inocentar o réu, indiciado por homicídio qualificado e respondeu pelo crime em liberdade. O júri popular ocorreu nesta quarta-feira (17) em São Luiz Gonzaga, presidido pelo juiz criminal Thiago Cunha, que assumiu a titularidade da vara em setembro. A defesa de Leandro foi realizada pela defensora pública Andrea Rambo, que sustentou a tese que o jovem não foi o autor do crime. Ele confessou que na noite da morte, viu a vítima, com qual manteve relações sexuais. No entanto, alegou que foi embora após o ato e deixou Vânio sozinho no matagal. 

O promotor criminal Marcos Lamin tentou convencer os jurados que Leandro matou Vânio. Ele argumentou que não haveria tempo de uma terceira pessoa ir ao local e matar a vítima, com base nos registros telefônicos e no horário da morte. O sigilo telefônico foi quebrado à pedido da justiça.  “Não faria sentido ele ficar lá sozinho depois de se encontrar com Leandro, não ligar pra ninguém, e uma pessoa chegar do nada, manter uma nova relação e depois matar Vânio”, sustentou aos jurados.  No local do crime foi encontrada um preservativo usado. O MP poderá recorrer da decisão que inocentou o réu.  

O crime

O colunista social foi assassinado com um golpe de faca no pescoço em um matagal, perto de sua casa. Ele conseguiu chegar no portão da residencia da mãe, onde morreu.  Na época, o crime causou repercussão em todo o estado. O processo se arrastou por oito anos até o julgamento. Ao assumir a vara criminal, Thiago declarou que daria prioridade aos casos de crime contra a vida e de maior repercussão na comunidade, que espera respostas da justiça. O primeiro júri popular do magistrado na comarca foi o de Felipe Panitz, condenado a 59 anos de prisão pela morte do menino Israel Marques, de três anos. A pena também equivale a tentativa de homicídio de outros dois réus, que estão presos e aguardam julgamento. 

Autora: Amanda Lima

Fonte: Rádio Missioneira


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