Pela primeira vez, o Brasil celebra neste 19 de abril o “Dia dos Povos Indígenas” – e não mais o “Dia do Índio”, como a data era conhecida até o ano passado. A mudança foi oficializada em julho de 2022 com a aprovação da Lei 14.402.´
De acordo com a professora e doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (USP) Márcia Mura, a alteração era necessária para refletir as ideias e lutas das diversas sociedades indígenas.
Há anos, defensores das causas indígenas já argumentavam que a data, que marca a luta dos povos originários pela sobrevivência desde a colonização do Brasil até os genocídios modernos, deveria ser chamada de “Dia dos Povos Indígenas”.
Segundo Mura, o termo índio reproduz a visão do colonizador que remete à ideia eurocêntrica de que os indígenas são atrasados e iguais, desconsiderando as diferenças linguísticas e culturais.
Em contrapartida, “indígena” é uma palavra que significa “natural do lugar em que vive”. O termo exprime que cada povo, de onde quer que seja, é único.
No Rio Grande do Sul são reconhecidos oficialmente quatro povos indígenas: Charrua, Guarani, Kaingang e Xokleng Konglui. Cada povo indígena possui a sua própria cultura como organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, conforme assegura o artigo 231 da Constituição Federal de 1988.
Na região das Missões, os municípios de Santo Ângelo e São Miguel das Missões são os únicos que ainda possuem aldeias de famílias Guarani.
Fonte: G1 | Com adaptações da Rádio Missioneira