Os baixos índices pluviométricos nos últimos meses, que já causam grandes prejuízos principalmente no setor agrícola e pecuário, levando vários municípios a decretarem situação de emergência, também têm afetado diretamente a produção das usinas geradoras de energia da Cermissões, tanto a Central Geradora Hidrelétrica (CGH) no Rio Ijuizinho em Entre-Ijuís, quanto na Micro Central Hidrelétrica (MCH) no Rio Comandaí em Santo Ângelo.
A CGH tem capacidade de produção de 3.6 megawatts, estando as duas turbinas em funcionamento. Segundo acompanhamento do responsável pelo setor de manutenção das usinas da cooperativa Laerte Gomes de Moura, a produção de energia que ocorria em pequenos períodos do dia no mês de dezembro, foi completamente paralisada na última semana.
Na MCH, a situação se repete, uma vez que naquela central também houve a total paralisação das turbinas pela falta de água.
Conforme o chefe do setor comercial Anderson Sá, se for considerada a capacidade máxima de produção das duas usinas da Cermissões e o atual valor médio de venda de energia no mercado, o faturamento bruto mensal da cooperativa com a geração própria seria superior a R$ 933 mil.
O consumo de energia nesta época do ano aumenta em razão do calor e da falta de chuva, em função da maior utilização das irrigações e demais máquinas e equipamentos de refrigeração de ambientes, o que acaba deixando em alerta os setores técnicos da Cermissões, pois justamente quando o consumo aumenta, a geração própria está paralisada.
A situação somente irá melhorar, se houver uma normalidade nos volumes de chuva nos próximos dias, diferente do que indicam as previsões climáticas, porém os investimentos feitos pela Cermissões em subestações e reforços de redes, tem garantido até o momento o fornecimento de energia aos associados e clientes.
O presidente da Cermissões, Diamantino Marques dos Santos já adotou várias medidas de contenção de gastos, pois somente a paralisação das usinas gera uma grande queda na receita, mesmo não havendo geração própria, o custo de manutenção das usinas não se altera.
“Não estamos produzindo e estamos gastando com as usinas e precisamos tomar uma série de medidas para não comprometer as finanças da Cooperativa”, frisou o presidente Diamantino.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Cermissões