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25 de novembro de 2013
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Audiência pública pelo traçado missioneiro na Ferrovia Norte-Sul mobilizou mais de 200 pessoas

25 de novembro de 2013 l 14:35
Materia atualizada: 25/11/2013 l 14:35




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A opção do traçado missioneiro da Ferrovia Norte-Sul vai ser incluída no mapa técnico para ter sua viabilidade analisada pela empresa Valec, responsável pela execução do projeto de construção da ferrovia, mas a partir de agora, o esforço deve ser pela busca de apoio político para que o governo federal aprove o traçado das missões. Este foi o recado do engenheiro da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, Bruno Costa aos mais de 200 participantes da audiência pública que aconteceu na sexta-feira, dia 22 de novembro, na sede da AMM, em Cerro Largo, lembrando que a análise dos estudos técnicos está prevista para acontecer em abril do próximo ano. Durante mais de três horas autoridades federais, estaduais e municipais, analisaram o projeto missioneiro e a conclusão foi a de que a região das missões já conseguiu a primeira vitória com a decisão da Valec, que vai fazer a análise técnica da proposta do traçado das missões, mas ainda não é a etapa final do processo, por isto a importância em trabalhar na sensibilização das autoridades federais ao projeto. O engenheiro Bruno Costa, que participou da audiência pública também como representante do Ministério dos Transportes, recebeu o dossiê completo com as potencialidades econômicas e técnicas dos municípios missioneiros, e uma cópia da Carta Missioneira ressaltando a importância da ferrovia para a região. Ele incentivou que as autoridades continuem a luta "para viabilizar o traçado das missões e a concretização dos ramais".

Traçado Gaúcho da Ferrovia Norte-Sul

Se depender do entusiasmo dos participantes da audiência pública a mobilização em torno da proposta missioneira não vai parar. O deputado estadual Valdeci Oliveira, integrante da Frente Parlamentar em Defesa do Transporte Ferroviário, um dos coordenadores do Comitê Regional Permanente de Mobilização em Defesa da Ferrovia Norte-Sul, destacou que a mobilização da base, dos municípios, das empresas e especialmente dos prefeitos e vices está garantindo a possibilidade de viabilizar os traçados gaúchos da Ferrovia Norte-Sul.

E prometeu ajudar o traçado missioneiro alertando que "acima de tudo é preciso criar uma estratégia para que o Rio Grande do Sul seja contemplado. Já é um grande avanço a ferrovia, que estava concentrada do Pará até São Paulo, vir até Rio Grande". O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Pedro Westphalen enfatizou que a união entre os legislativos e prefeituras municipais vai fortalecer o pleito da AMM. "Somos apoiadores deste movimento, pois o traçado da Ferrovia Norte-Sul precisa passar pela região missioneira, grande produtora de grãos"

O roteiro da mobilização

O presidente da Associação dos Municípios das Missões, prefeito René José Nedel, de Cerro Largo fez um relato sobre o trabalho realizado pela comissão pró traçado missioneiro integrada pelos prefeitos de São Luiz Gonzaga, Junaro Figueiredo, de Giruá, Fabiam Thomas e pelos vices de São Borja, Jefferson Homrich e de Santo Ângelo, Nara Damião. Ele salientou que a proposta foi apresentada pelo vice-prefeito de São Borja em setembro deste ano na assembleia mensal da AMM, e imediatamente aprovada pelos prefeitos missioneiros. De lá pra cá, o grupo, além de informar à população do projeto, por meio de entrevistas à imprensa, esteve buscando apoio do presidente da Frente Parlamentar Nacional pelas Ferrovias, de prefeitos e presidentes de Associações de Municípios da Grande Santa Rosa (Amgsr); do Alto Jacuí (Amaja); do Planalto Médio (Amuplan); do Centro do Estado (Amcentro); da Fronteira Oeste (Amfro). A comitiva também participou de audiência pública na Assembleia Legislativa com o presidente da Frente Parlamentar Gaúcha pelas Ferrovias e entregou material com as potencialidades dos 26 municípios da AMM para o vice-presidente da República, Michel Temer solicitando o apoio para o traçado missioneiro, bem como a intervenção nas audiências com autoridades em Brasília.

Sensibilização do governo federal

A próxima etapa do processo será o encontro da comissão da AMM com o ministro dos Transportes e presidência da Valec e EPL, na Capital Federal. Na ocasião, será entregue o documento sobre a região, além da Carta Missioneira, com moções de apoio de Associações de Municípios e entidades envolvidas. "Hoje a luta não é somente das missões. É também da Grande Santa Rosa, Alto Jacuí, Planalto Médio, Centro do Estado, Fronteira Oeste, e de todos os agentes de transformação dessa região economicamente fragilizada, que perdeu população, em especial sua juventude", anunciou René Nedel, ao acrescentar que ferrovia é desenvolvimento. "Não queremos mais que nossos jovens tenham que ir embora. Precisamos da ferrovia trazendo avanços para a região noroeste, maior produtora de grãos do Estado. A Ferrovia Norte-Sul vai alterar o eixo de desenvolvimento de nossas regiões trazendo novos empreendimentos, além de agregar valor aos nossos produtos turísticos, agrícolas e pecuários", ressaltou o presidente da AMM.

Também participaram da primeira audiência pública realizada na sede da Associação dos Municípios das Missões, deputados federais e estaduais; presidente da Famurs; prefeitos e vices de diversas regiões; vereadores; secretários municipais; imprensa; representantes de Coredes; associações comerciais; universidades; estudantes, entre outras autoridades e entidades dos mais diversos segmentos.


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