
Atividade que traz de berço, do tempo em que acompanhava o pai na produção e exportação de cachaça, Nicolau Paz de Oliveira, hoje com 93 anos, mas prestes a completar 94, continua praticando esse ofício, mesmo que de forma caseira. Convidada por seu sobrinho Mario Rota, a reportagem da Rádio Missioneira foi até a casa de Nicolau conferir sua produção de cachaça, totalmente artesanal.
Foi no na segunda-feira, 29/07, que adentramos sua casa, localizada nas proximidades da Gruta. Nicolau já estava na sua atividade rotineira, fazendo o refinamento do suco de cana, em um fogão a lenha, onde montou um filtro, também artesanal. Muito simpático, ele nos atendeu e fomos até o pátio de sua residência, onde há um amplo espaço, com plantação de bananeiras, cana, entre outras frutas.
Nos fundos da casa, junto com Mario e seu filho Carlos, Nicolau mostrou o engenho construído para moer a cana, feito com uma roda de bicicleta e demais aparelhos que retirou de objetos da casa. Para mostrar que o aparelho funcionava perfeitamente, moeu alguns pedaços.

História de família
De volta ao local do refino, Carlos nos apresentou alguns documentos antigos, do século passado – na verdade, alguns quase do século retrasado, como um de 1904, referente a imposto cobrado sobre o estacionamento da chalana que o pai de Nicolau, Leonel, utilizava para exportar cachaça pelo Rio Ijuí, levando o produto para a Argentina.
Nicolau também nos contou um pouco sobre essa história, auxiliado pela boa memória, do tempo em que ajudava o pai na fabricação de cachaça, erva mate, rapadura entre outros gêneros. O negócio foi prejudicado pela chegada de empresas de fora, mas o que ficou foi a prática no ofício de “alambiqueiro”, mesmo que a produção atual seja apenas para consumo próprio, familiares e amigos.
Rádio Missioneira
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