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São Luiz Gonzaga
21 de outubro de 2013
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AMM vai trabalhar para incluir a região no traçado da Ferrovia Norte-Sul

21 de outubro de 2013 l 13:35
Materia atualizada: 21/10/2013 l 13:35




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Uma grande mobilização está sendo organizada com audiências públicas e ações para viabilizar a iniciativa, que tem entre os benefícios incentivar os investimentos e modernizar a produção agrícola

Na assembleia da Associação dos Municípios das Missões (AMM), realizada na manhã de sexta-feira, dia 18 de outubro, o prefeito de Cerro Largo, René José Nedel autorizou a constituição de uma comissão de trabalho para definir estratégias de forma que a região das missões seja incluída nos estudos do traçado da Ferrovia Norte-Sul (FNS) dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), do Ministério dos Transportes. Na reunião, foi estabelecida uma pauta com ações de mobilização e audiências públicas, considerandoque a região das Missões está no coração do Mercosul e um sistema ferroviário moderno e eficiente permitirá maior intercâmbio comercial
com outras regiões do Brasil, além dos outros países integrantes do Mercosul, como Argentina, Uruguai e Paraguai. Na região missioneira, a proposta é investir em trens de carga, passageiros e de turismo. A primeira medida estabelecida na assembleia da Associação foi definir uma audiência pública, no dia 22 de novembro, às 14 horas, na sede da AMM em Cerro Largo, com a presença dos prefeitos, vices, secretários municipais e vereadores. Também serão enviados convites para representantes das Frentes Parlamentares Estadual e Federal pelas Ferrovias, da ANTT, DNIT, SEINFRA, VALEC, ALL, Ministério dos Transportes, Coredes, universidades, entre outras lideranças políticas. Constituem a comissão de trabalho de inclusão da região das Missões nos traçado da Ferrovia Norte-Sul os prefeitos de São Luiz Gonzaga, Junaro Figueiredo, de Giruá, Ângelo Fabiam Thomas, e os vices prefeitos de São Borja, Jefferson Homrich e de Santo Ângelo, Nara Damião.

OPÇÃO DE TRAÇADO PARA A REGIÃO A Ferrovia Norte-Sul, iniciada na década de 90, foi concedida à Vale S.A. por meio de licitação, em 2008 e já tem traçado definido até São Paulo. Atualmente, o que se discute no Rio Grande do Sul é o traçado entre a cidade catarinense de Chapecó e o Porto de Rio Grande (RS). Há, em princípio, três opções de traçados: um que cruzaria
na serra e na região metropolitana e outro que cruzaria mais no centro do estado, mas distante das Missões. A opção proposta pela AMM prevê um traçado que passaria por Cruz Alta e Santa Maria, com ligação direta com as ferrovias missioneiras. Conforme análise da comissão de trabalho, para que a região seja incluída o percurso teria que mostrar todo o potencial econômico da região e a capacidade de carga das Missões, em conjunto com a região de Santa Rosa, o centro do estado e a Fronteira Oeste.

Diferença dessa ferrovia para as já existentes

A FNS tem uma bitola (distância entre os trilhos) mais larga que as utilizadas no Sul do país. Os trens que operam nessa ferrovia são maismodernos e mais rápidos. Enquanto uma composição hoje viaja a uma velocidade média de 40 km/h, na Norte-Sul a média é de 60 km/h. Por isso, quanto menos obstáculos houver no caminho, mais rápida será a viagem. Entre os benefícios está a redução de custos de comercialização no mercado interno, melhorar o desempenho econômico
de toda a malha ferroviária, aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no Exterior, incentivar os investimentos, a modernização e a produção agrícola, e melhorar a renda e a distribuição da riqueza
nacional.

PRÓXIMAS ETAPAS

De acordo com o cronograma de trabalho aprovado pelos participantes da assembleia da AMM, a partir dos próximos dias os integrantes da comissão vão elaborar um roteiro de visitas e reuniões nos
municípios de Cruz Alta, Santa Maria, Santiago, Uruguaiana e Santa Rosa, para encontros com os presidentes de Associações de Municípios, Coredes, Câmara de Vereadores e veículos de comunicação, em busca de união de forças, pois a ferrovia é fundamental para impulsionar o
desenvolvimento regional. No dia 26 de outubro vão se reunir com o presidente da Frente Parlamentar das Ferrovias, deputado federal Pedro Uczai, em Chapecó (SC), para entregar um material informativo, em nome da AMM, solicitando que os ramais ferroviários das missões sejam inseridos nos estudos do traçado. Já no dia 08 de novembro a comissão vai participar da audiência pública na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, quando também apresentarão o respectivo documento. E no dia 22 de novembro, na sede da AMM será a vez de ocorrer a audiência pública regional com uma grande mobilização das lideranças dos municípios que integram a região das Missões, Grande Santa Rosa e outras que estão envolvidas no traçado da Ferrovia na região missioneira.


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