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Altos volumes de chuva influenciam na produção de energia pela Cermissões

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Após o período da mais prolongada estiagem registrada em nossa região, os altos índices pluviométricos constatados de março a junho deste ano tem influenciado diretamente na produção das Geradores de Energia da Cermissões, a CGH (Central Geradora Hidroelétrica) no Rio Ijuízinho, e na MCH (Micro Central Hidrelétrica) no Rio Comandaí. 

A CGH tem capacidade de produção de 3.6 Megawatts, estando as duas turbinas em funcionamento. Segundo acompanhamento do responsável pelo setor de manutenção das Usinas da Cooperativa Laerte Gomes de Moura, a produção média mensal no período de 1º de janeiro até 22 de junho, foi de 1.2 Megawatts. Considerando o período de estiagem nos meses de janeiro (34mm) e fevereiro (114mm), e o período chuvoso março (290mm), abril (395mm), maio (277mm) e junho (201mm), o total das chuvas neste ano foi de 1.311 mm, com isso a produção média mensal em 2022 foi de 33% da capacidade total da CGH.

Importante destacar que muitas vezes a chuva em grande escala, também prejudica a produção de energia, pois ocorre o “afogamento” das máquinas da usina, ocasionado pela diminuição do nível da queda de água, fazendo com que haja uma perca de força no giro da turbina. Na CGH, o nível da queda de água é de 12m.  O excesso de água muitas vezes desarma a máquina, por limite de abertura, interrompendo a geração.

Já na MCH que tem capacidade de geração de 0,35 Megawatts, a situação é mais linear. De 1º de janeiro a 22 de junho, a produção média mensal foi de 0,19 Megawatts, ou seja 54% de sua capacidade. Salienta-se que no período de 20/01 a 22/03, não houve geração em razão da troca do duto forçado/tubulação da usina. Na MCH do Rio Comandaí, foram choveu em janeiro (77 mm) e fevereiro (165 mm), e o período chuvoso março (303 mm), abril (314 mm), maio (295 mm) e junho (148mm), totalizando neste ano 1.302mm. Na MCH o problema de afogamento das máquinas é menor, em razão de que o nível da queda de água é de 22 metros.

O presidente da Cermissões Diamantino Marques dos Santos ressalta que a retomada da produção de energia elétrica pelas usinas da Cooperativa, após a normalização das chuvas é de fundamental importância para a Cooperativa, pois tem significativa parcela no faturamento anual. “No verão o consumo de energia é muito alto, proporcionando um bom fluxo de caixa, porém temos geração baixa, pela escassez de chuvas. Tendo esta regularidade de produção no inverno proporciona diminuição no volume de energia elétrica adquirido do sistema, favorecendo o equilíbrio financeiro no ano”, explicou Diamantino.

Ao todo, 6 funcionários da Cermissões trabalham diariamente nas usinas, sendo 5 na CGH no Rio Ijuízinho e 1 na MCH do Rio Comandaí.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Cermissões

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