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São Luiz Gonzaga
8 de setembro de 2020
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Alta nos preços: proprietário de supermercado rebate críticas e diz que margens de lucro diminuíram

Foto: divulgação
8 de setembro de 2020 l 09:27
Materia atualizada: 08/09/2020 l 09:27




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A pandemia do novo Coronavírus, que afetou o comércio, serviços e sociedade como um todo, recentemente nos trouxe mais um aspecto de seus impactos. Com o “boom” do home office e da demanda por mais alimentos, países inteiros estão buscando mais produtos do setor primário e isso tem feito alguns preços subirem em níveis históricos.

Como era de se esperar, o consumidor final acaba sofrendo com isso. Preços como o do arroz e do óleo de soja, só para citar dois exemplos, assustam os consumidores e muitos, por sua vez, repassam sua indignação para os supermercados. Porém, muitas vezes essa cobrança não leva em consideração toda a cadeia produtiva e impostos, que também oneram o dono de supermercado.

Entrevistado pela reportagem da Rádio Missioneira, o empresário Ademir Matos de Melo, proprietário de supermercado, defendeu a categoria, dizendo que a alta nos preços é fruto de um processo que foge do controle dele e dos demais donos de estabelecimentos: “um pacote de arroz Prato Fino pra nós hoje (03/09) custa R$ 30,00”, informa, dizendo que a margem de lucro foi achatada devido a essa alta exorbitante.

Administração de problemas

Evidenciando as dificuldades de gestão em meio a essa situação de alta de preços misturada com medidas restritivas no âmbito sanitário, Ademir destaca que, até o momento, conseguiu manter seus 70 funcionários livres de qualquer infecção do novo Coronavírus, mesmo trabalhando às vezes com medo e sob pressão. Como se não bastasse, outro problema que se avizinha é a escassez de produtos da cesta básica, também efeito desta demanda crescente.

Fiscalização

Abordando uma manifestação recente do Procon, onde era informado que estabelecimentos poderiam ser cobrados por preços “abusivos”, o entrevistado garantiu que possui tudo em ordem para justificar qualquer aumento de preço: “vou apresentar todas as notas e vou provar para eles que, hoje, estamos trabalhando com as margens menores do que quando não tínhamos esse aumento”, afirmou, lembrando ainda dos custos como água, luz, telefone, funcionários, manutenção de veículos, impostos etc. Para bancar tudo isso a margem é essencial.

Lamentando também algumas ofensas em redes sociais, Ademir diz que muitas pessoas comentam sem pensar na situação como um todo, jogando toda a culpa nos supermercados, quando a realidade é bem diferente. Ressaltou também a existência da concorrência como fator regulador de preço e esse é mais um indicativo do quanto essa situação atinge a todos.

Perspectiva de mais oneração

Infelizmente também existe uma possibilidade de que reformas tributárias (como a enviada pelo governador do RS à Assembleia Legislativa há menos de um mês) aumentem os preços dos produtos da cesta básica e isso pode se refletir em mais dificuldades. Segundo Ademir, essas dificuldades terão que ser enfrentadas por nós como sociedade, mas com respeito àqueles que estão apenas trabalhando e repassando os preços, isso enquanto ainda têm a condição de buscar esses produtos junto aos fornecedores.

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