A operação nacional Maria da Penha segue até o dia 27 de setembro. Durante esse período, são intensificados os trabalhos de fiscalização de medidas protetivas de urgência e de prevenção dos crimes relacionados à violência doméstica e familiar. Em São Luiz Gonzaga, panfletagens, com trabalhos explicativos sobre esse tipo de violência e sobre formas de buscar ajuda estão entre as ações realizadas.
A subcomandante do 14° Batalhão de Polícia Militar (BPM), capitã Liliane Fracalossi, reforça que além da violência física, há também a psicológica, a moral, a patrimonial e a sexual.
“São coações que aquela mulher sofre. Obrigar a praticar ato sexual, coação no sentido de ter seus documentos retirados, seu celular quebrado, situação moral no sentido de estar sendo humilhada publicamente por aquele parceiro, situação psicológica, muitas vezes até de afastar de seus amigos, proibir de visitar parentes. Então todas essas facetas nos induzem para situação de violência doméstica”, exemplifica a capitã Liliane.
Além disso, a subcomandante menciona também o crime de stalking, nas redes socais, no casos em que a mulher é perseguida, de forma reiterada, por um indivíduo.
“É muito importante falarmos que violência tem medida porque ela apresenta sinais iniciais, principalmente os relacionamentos abusivos, jovens que estão iniciando namoros, essa observação precisa ser feita”, orienta a policial.
Para denúncias, a capitã reforça que há canais como o da Brigada Militar, pelo 190, 180 (denúncia central de atendimento à mulher), Polícia Civil e Defensoria Pública.
“Temos diversos caminhos dentro dos órgãos públicos, não somente de segurança pública, para buscarmos ajuda, para denunciarmos, inclusive anonimamente”, encerra a subcomandante, capitã Liliane Fracalossi.
Rádio Missioneira