Muito além do policiamento ostensivo, a Brigada Militar também atua diariamente em ações de prestação de socorro e salvamento. Ao longo de 2025, a ação rápida e precisa dos policiais militares resultou em 3.060 vidas preservadas em todo o Rio Grande do Sul, uma média de oito a nove pessoas salvas por dia. Os casos envolvem crianças engasgadas, vítimas de afogamento, feridos graves e pessoas em risco iminente.
Vale destacar que em muitas ocorrências, os policiais são os primeiros a chegar ao local, onde prestam os primeiros atendimentos de urgência, especialmente quando o tempo é determinante para a sobrevivência da vítima. As ações são realizadas por policiais treinados em Atendimento Pré-Hospitalar (APH).
O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio dos Santos Feoli, enfatiza que, em situações de desespero, a chegada da guarnição significa mais do que a presença do Estado. Representa a chance concreta de sobrevivência. Segundo ele, essa capacidade de resposta está diretamente ligada à formação contínua dos policiais militares. A instituição mantém, ao longo do ano, um amplo calendário de cursos voltados ao aperfeiçoamento técnico e profissional.
De forma imediata, os policiais iniciam procedimentos como a manobra de Heimlich, para desobstrução das vias aéreas, controle de hemorragias, estabilização de feridos e outras técnicas fundamentais. O atendimento segue até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou a condução rápida ao hospital mais próximo.
Um dos principais exemplos é o Curso de Atendimento Pré-Hospitalar em Combate (APH-C), organizado pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). A capacitação segue protocolos internacionais de atendimento em cenários de alto risco (TCCC), com foco no controle de hemorragias, uso de torniquetes, curativos compressivos e atendimento em ambientes hostis. “A formação é contínua e descentralizada, alcançando batalhões em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Um trabalho silencioso, técnico e humano, que salva vidas todos os dias”, afirma Feoli.
Fonte: Brigada Militar
Foto: Brigada Militar