Através de abordagem aos usuários, o trabalho de investigação
da Polícia Civil identificou a venda de drogas em um beco de São Luiz Gonzaga. Três pessoas foram presas de forma preventiva
no local hoje (13), acusadas de tráfico. Outras seis foram presas em Caibaté, e
duas na região Metropolitana. Todas por envolvimento com tráfico.
Segundo a delegada Elaine Maria Schons, através das
informações dos usuários e perícia nas substâncias, foi possível comprovar a
materialidade da venda do entorpecente em São Luiz Gonzaga. “Nem sempre é
necessário ter grandes quantidades apreendidas para comprovar o tráfico”,
explica Elaine.
A mudança de estratégia foi necessária, uma vez que pela
experiência dos suspeitos, é difícil apreender grande número de drogas. “Desde
que trabalho aqui há 15 anos sabemos da existência do crime com esses envolvidos”,
destaca a delegada.
Além da prisão preventiva, a polícia pediu o seqüestro de
veículos dos indivíduos. Segundo Elaine, eles eram usados no tráfico e também
para lavar dinheiro. O seqüestro de quatro carros já havia sido deferido pela
justiça. Conforme a delegada, além de prender os envolvidos, é importante tirar
o capital de giro. Eles também investigam o enriquecimento desproporcional ao
salário dos acusados. Grande quantidade
de dinheiro, arma, facas, facões, celulares, cocaína e cradk foram apreendidos
na operação.
Além dos três presos na mesma residência, outro indivíduo foi
preso preventivamente. O pedido foi feito pela Delegacia de Caibaté, que também
realiza operação contra o tráfico.
Ataque aos policiais
No cumprimento de um dos mandados a equipe enfrentou uma
situação tensa. Segundo Elaine, um dos acusados usou um facão para tentar os
policiais. “Estava totalmente fora de si, descontrolado”, aponta. “Além de
falar que iria matar a todos nós, ameaçou nossos filhos e família”, conta a
delegada. Os policiais conseguiram desarmar o acusado sem o uso de armas de
fogo.”Primamos sempre pela vida e conseguimos levar a situação”, justifica.
Relação com outros
municípios
Elaine citou que não é descartada ligação com os outros
municípios. Um dos acusados já havia tido envolvimento com crimes em Porto
Xavier. A cidade, que fica na fronteira com a Argentina, é uma das portas de
entrada dos entorpecentes no Brasil. “Vamos continuar a investigação, mas é
possível que existam ligações interestaduais e até mesmo internacionais”,
ressalta.
Prisões em Caibaté e
região Metropolitana
O trabalho de investigação da Delegacia de Polícia de Caibaté
resultou em oito prisões. Segundo o delegado Afonso Stangherlin, responsável
pelo caso, o grupo agia principalmente com a venda de cocaína.
No fim de 2016, a Polícia Civil já havia apreendido cocaína
com uma dupla que vinha da região Metropolitana. Eles foram presos novamente hoje,
desta vez de forma temporária, que pode chegar a 30 dias. Stangherlin estuda
pedir a prisão preventiva dos acusados.
Trabalho continua
Mesmo com as prisões, Elaine acredita que o tráfico está
longe de acabar na cidade. Ela salienta que o trabalho irá seguir, e conta com
ajuda da comunidade com informações. “Contamos sempre com o apoio da população
para que possamos combater os crimes ao máximo”, pontua.
A ação de hoje contou com a participação de 30 policiais e três delegados. Além de Afonso e Elaine, a delegada regional Tânea Bratz participou da ação. Foram empregadas ainda oito viaturas. Em Caibaté, a operação foi chamada de “Caaró”.