A prisão de
três pessoas envolvidas em furto abigeato é resultado de meses de investigação
da Polícia Civil. O trio vinha sendo monitorado pela polícia há pelo menos dois
meses. A delegada Tânea Bratz, que coordena as investigações, em entrevista à reportagem
da Rádio Missioneira, falou sobre o caso.
Preocupação
Em
Garruchos, o abigeato é uma prática bastante comum. Tânea tem a preocupação em
coibir esse crime no município. Com apoio do Sipac – Serviço de Inteligência
Policial e Análise Criminal, a quadrilha vinha sendo monitorada.
O crime não
é exclusivo de Garruchos. Recentemente, outros três grandes furtos de gado
aconteceram na região. Um deles no Rolador, outro em Roque Gonzales e na semana
passada em Santo Antônio das Missões.A partir dos dados da investigação, a
polícia irá descobrir se existe o envolvimento da mesma quadrilha nos demais
furtos recentes. Os três presos serão interrogados novamente, para conclusão do
inquérito, que deve ser finalizado em até 10 dias.
Outras pessoas serão indiciadas
O
envolvimento no abigeato vai além dos três presos no sábado. Destes, dois são
de Caxias do Sul e já tinham passagem pela polícia por crime contra o
patrimônio.
O outro é de
Santo Antônio das Missões e também já tinha passagem pela polícia. ”Pelo que
entendemos os presos no sábado eram apenas os freteiros, que levariam a carga
ao destino final”, afirmou. Ela acredita que outras pessoas participam da
quadrilha. ”Com toda a certeza outras pessoas serão indiciadas”, frisou.
Diminuição do delito
Questionada
se a prisão poderá diminuir o número de furtos, Tânea disse que não pode
afirmar. ”É muito difícil prever isso, porque temos suspeitos de outras
quadrilhas da região que também atuam nesse tipo de crime”, destacou.
”Portanto, não sabemos se tirando essa de circulação outras não irão agir”.
Como se proteger
A delegada
informou que é possível prevenir esse crime. O primeiro cuidado é cuidar de
quem tem acesso às propriedades. Outra medida diz respeito aos trabalhadores
dessas localidades. ”Paguem valores justos, valorizem esse trabalho”,
explicou.
Denúncias anônimas
Tânea
destacou ainda a importância das informações da comunidade. ”Sem informações
não chegamos a lugar nenhum”, disse. Ela assegura que jamais revelará a fonte
da informação. ”Eu clamo à população
que confie em nosso trabalho, que se tiverem informação nos passem”, pediu.
As
denúncias, totalmente anônimas, podem ser feitas pelo 197 ou diretamente na
Delegacia de Polícia.