A linha tênue entre o “parabéns” e a crítica na gestão de jovens atletas - Rádio Missioneira - São Luiz Gonzaga - RS
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PREVISÃO DO TEMPO

São Luiz Gonzaga
11 de fevereiro de 2019
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A linha tênue entre o “parabéns” e a crítica na gestão de jovens atletas

Rosenei Rodrigues, presidente da Escolinha GBB, falou sobre a rotina de gestão de um grupo de jovens atletas. Fotos: Genaro Caetano/Rádio Missioneira e divulgação GBB
11 de fevereiro de 2019 l 08:35
Materia atualizada: 11/02/2019 l 14:37




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A tragédia ocorrida na sexta-feira (8) no Ninho do Urubu, Centro de Treinamento do Flamengo, expôs a dor de familiares e amigos com a perda de 10 jovens (três ainda hospitalizados), todos atletas da base do clube carioca. Além disso, como de costume em grandes tragédias, teve grande repercussão o cenário envolvendo a segurança e condição de alojamento aos quais essas crianças e adolescentes são submetidos. Se pode acontecer com um gigante do futebol brasileiro, o que dizer dos milhares de times que trabalham com categorias de base no Brasil?

GBB foi campeã da Copa Pequeno Gigante, em Campo Bom, neste mês de janeiro.

Após o ocorrido no Rio de Janeiro, a reportagem da Rádio Missioneira buscou a opinião do presidente da Escolinha Guri Bom de Bola, Rosenei Rodrigues, a respeito da responsabilidade que lhes cabe toda vez que os atletas estão sob seus cuidados. Referência na região, a GBB não apenas treina como também leva jogadores para torneios, muitas vezes incluindo hospedagem em outras cidades, como aconteceu recentemente na Copa Pequeno Gigante em Campo Bom, onde a GBB obteve ótimos resultados, conquistando o título na categoria Sub 12 e o vice-campeonato na Sub 10.

O bom rendimento e o encaminhamento de jovens a grandes times são aplaudidos pela comunidade, porém, mascaram uma realidade de dificuldades e muito esforço por parte dos gestores dessas escolinhas – se a gente pensasse bem, desistiríamos agora, pelos riscos que a gente corre – diz Rosenei, que ingressou na GBB como pai de atleta e hoje divide seu tempo entre a empresa, família e a GBB, assim como outros diretores da Escolinha.

Responsabilidade

– Se acontecer algo, você, mesmo querendo fazer o bem, será o alvo da crítica. Com isso o entrevistado ressalta a pequena distância existente entre o sucesso em voltar para São Luiz com um troféu e as críticas que podem vir no caso de algum incidente acontecer. Sempre em busca do melhor para seus atletas, a GBB vai em busca de apoio no comércio, mas, muitas vezes, tem que lidar com pesquisa de preços para o transporte, por exemplo – É muito importante existir mais apoio, porque o apoio vai nos proporcionar mais capital para atender melhor essas crianças – comenta.

– Nós somos pais dessas crianças, nós orientamos tanta coisa que vocês não fazem ideia – reforça o presidente da GBB, lembrando que, em Campo Bom, muitos pais acompanharam a delegação e lá perceberam que o trabalho envolve muito mais do que a arte de ensinar o futebol.

Rifas e eventos fazem parte das estratégias para captação de recursos

Estrutura

Com investimento em treinos e professores capacitados, a GBB construiu uma estrutura de treinamento muito boa. Entretanto, falta um local adequado para a prática do esporte. Recentemente a Escolinha lançou uma campanha para aquisição de recursos para uma sede própria, mas não é um objetivo fácil de se alcançar – estamos muito distante de atingir o valor de um terreno – diz Rosenei, que, além do empresariado, reforça que o poder público poderia olhar com mais interesse para o esporte.

Ele elogiou o trabalho da pasta de Esportes, que não faz mais por falta de apoio, citando ainda o exemplo de cidades menores, como São Pedro do Butiá, onde há uma excelente estrutura para o futebol de campo, enquanto São Luiz Gonzaga possui um estádio totalmente sem condições.

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