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“A agricultura na nossa região está no limite”, alerta presidente da Coopatrigo

As sucessivas frustrações de safra e os impactos provocados pelos eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul têm colocado produtores rurais da região missioneira em uma situação considerada crítica por lideranças do setor agropecuário. O cenário foi tema de discussões nesta semana em Brasília, onde representantes de entidades ligadas ao agro buscam medidas emergenciais para amenizar os prejuízos acumulados pelos agricultores.

Entre os principais assuntos debatidos estão mudanças no Proagro, definições do Plano Safra e o acompanhamento do Projeto de Lei nº 51/2022, que trata de alternativas para produtores rurais endividados após perdas provocadas por estiagens e enchentes.

O presidente da Coopatrigo, Paulo Pires afirmou, em entrevista ao programa Jornal da Manhã, da Rádio Missioneira, nesta quinta-feira (7), que o momento vivido pela agricultura regional é extremamente delicado.”O sistema produtivo, na minha opinião, principalmente o agropecuário, está em uma situação muito difícil. A agricultura hoje, de uma forma geral, na nossa região, ela está no limite“, disse.

Segundo ele, apesar das mobilizações realizadas por entidades e representantes do setor, ainda há dificuldades para que as pautas específicas do Rio Grande do Sul avancem no cenário nacional. “Hoje, o Congresso é corporativo. E nós não conseguimos avançar essa causa, talvez porque essa causa seja muito do Rio Grande do Sul.”

Paulo Pires destacou que os problemas enfrentados pelos produtores gaúchos possuem características diferentes do restante do país, especialmente em relação às perdas provocadas pelas condições climáticas.”Essa questão das frustrações de clima elas não pertencem ao Brasil. É um problema só do Rio Grande e é um problema muito mais grave para nós”, considera. 

O presidente da cooperativa também alertou para os reflexos econômicos que já começam a impactar diretamente o planejamento das próximas safras.”O trigo vai reduzir 50% da área. Isso é um absurdo. Porque não tem previsão de rentabilidade. Então, nós estamos realmente em uma encruzilhada”, avaliou. 

A preocupação das entidades do setor é de que, sem medidas de apoio e renegociação das dívidas, muitos produtores tenham dificuldades para manter as atividades nos próximos ciclos agrícolas.

Foto: Bruna Binotto

Fonte: Rádio Missioneira 

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