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Integrantes de comitiva local relatam experiência de participar do Fórum Social Mundial

Porto Alegre sediou na semana passada o Fórum Social Mundial.
Uma comitiva local, formada por integrantes do 33° Núcleo do Cpers participou
do evento. O presidente, Joner Marchi, acompanhado da professora Solange
Batirolla, relataram no Cidade Alerta de hoje a experiência.

Solange comentou sobre a realização pessoal e a importância
do evento. “O encontro de diferentes nações, de diversas etnias, todos com o
mesmo objetivo, independente da ordem social, política, econômico, religiosa,
de suas bandeiras, slogans, crenças e utopias, buscando juntos as soluções para
um novo mundo, é o grande ponto positivo”, destaca.

Segundo Joner, dentro dos 15 anos do Fórum Social, já foram
debatidas e pensadas muitas políticas públicas, sempre tendo em vista a
inclusão social. Ele ainda faz uma comparação entre a crise atual e o
capitalismo. 

“Essa crise existe para as
classes menos favorecidas, em contraposição ao mundo capitalista, em que há
concentração de riquezas, onde os governos utilizam de políticas de austeridade
cortando gastos nas áreas sociais, áreas essas que as pessoas mais precisam,
como por exemplo: saúde, segurança, educação e outros, dificultando o acesso da
grande população a condições dignas de vida”. O presidente afirma ainda que é preciso
que a sociedade se oponha a esse sistema.

Ações práticas locais

O Fórum Social Mundial serve para inspirar governos a incluir
e pensar um novo modo de sociedade, baseada na inclusão social. Quando
questionados sobre uma possível aplicação dos valores adquiridos no Fórum, aqui
em São Luiz Gonzaga, Joner cita que a “união faz a força”, e que todos juntos
podemos sim reivindicar mudanças sociais na cidade.

De acordo com a professora, é importante o incentivo ao
pensamento crítico-reflexivo nas salas de aula, para que os alunos cresçam
sabendo a importância do papel que desempenhem junto à sociedade e possam
provocar mudanças na mesma.  “Na escola,
em casa, no bairro, é possível, temos que discutir”, afirmou a educadora.

O FSM discute e debate uma nova sociedade, que seja inclusiva
e não exclusiva. “Nós, como cidadãos, podemos todos os dias refletir sobre o
conceito de sociedade que queremos, reivindicando políticas públicas sólidas, acreditando
e construindo na realidade o que ainda esta somente no slogan do Fórum Social
Mundial: um outro Mundo é Possível”, acreditam os participantes.

 O FSM

O Fórum Social Mundial que teve origem no ano de 2001 em
Porto Alegre, tem como principal objetivo a luta contra o capitalismo, pela
radicalidade de suas propostas políticas,
sociais,
econômicas e ambientais.  Através de
redes de organizações, movimentos sociais, grupos de bases, intelectuais,
lideranças sociais, artistas e cidadãos e cidadãs, sugere que de forma
organizada, faça-se uma reflexão, estimulando a discussão coletiva em busca de
soluções.

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