Mobilização, com a presença de são-luizenses, ocorre ao longo do dia em Porto Alegre. Confira o que afirmam deputados sobre a votação
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul discute nesta terça-feira (31) os projetos de regionalização e privatização da Companhia Rio-grandense de Saneamento (Corsan), que tramitam em regime de urgência, podendo ser votados ainda hoje.
Como medida de pressão política, o Sindiágua/RS convocou todos os seus associados do sindicato, integrantes da categoria profissional e demais interessados empregados da Corsan, para Assembleia Geral Extraordinária e ato público que ocorrerá no Largo Glênio Peres. A mobilização conta com a presença de são-luizenses.
Em entrevista ao programa Jornal da Manhã na Missioneira FM 94.9 o deputado estadual Eduardo Loureiro (PDT) destacou que sua posição contrária a privatização da estatal permanece inalterada. Salientou que a falta de um debate aprofundado sobre o assunto, incluindo a retirada do plebiscito para averiguar a posição da população, evidencia a forma arbitraria que o governador Eduardo Leite está tratando o assunto.
“Reitero que meu voto é contrário. Não sou necessariamente contra a venda de estatais. Agora, é imprescindível analisar cada caso, as circunstâncias e o tipo de serviço prestado. Estamos falando de saneamento”, alerta Loureiro.
O deputado natural de Santo Ângelo comenta que uma das alternativas que deveria ser realizada é a capitalização da Corsan e não a privatização, assim como ocorreu como a Sabesp em São Paulo.
“Os prefeitos estão indignados, já que os municípios estão sendo literalmente “patrolados” neste caso”, alertou.
A deputada estadual Patrícia Alba (MDB) também criticou a falta de diálogo do Governo do Estado e relembrou que a votação realizada ontem pelos prefeitos na Famurs evidencia a posição praticamente unânime contrária ao projeto pelos gestores municipais. “Política é feita de ajustes, diálogo e não é o que ocorre atualmente”, frisou a deputada.
Patrícia Alba alertou, por fim, que a água é um bem necessário à população é um possível aumento da tarifa, após a privatização, representa um risco.
“Daqui a pouco teremos pessoas com água e outras sem? ”, questionou.
Rádio Missioneira