Liderança cooperativista considerou como positivo os recursos anunciados pelo Governo Federal para o agronegócio
O presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) e da Coopatrigo, Paulo Pires, avaliou como “bom” o Plano Safra 2021/2022, anunciado pelo Governo Federal na tarde de ontem (22) em Brasília.
Conforme Paulo Pires, houve aumento no valor dos recursos na maioria absoluta das modalidades de crédito. Os seguros rurais tiveram um aporte um pouco maior, mas não sendo o suficiente.
“A própria ministra é ciente que o seguro rural necessita de uma atenção maior. Precisa-se, acima de tudo, de um seguro rural acessível”, considerou Pires.
O Plano Safra 2021/2022 foi anunciado com um valor de R$ 251,22 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional. O valor reflete um aumento de R$ 14,9 bilhões (6,3%) em relação ao Plano anterior. O Tesouro Nacional destinou R$ 13 bilhões para a equalização de juros.
Os financiamentos poderão ser contratados de 1º de julho de 2021 a 30 de junho de 2022. Do total, R$ 177,78 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização e R$ 73,4 bilhões serão para investimentos. Os recursos destinados a investimentos tiveram aumento de 29%.
De acordo com o Ministério da Agricultura, para o médio produtor, no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), foram disponibilizados R$ 34 bilhões, um aumento de 3% em relação à safra passada. São R$ 29,18 bilhões para custeio e comercialização e R$ 4,88 bilhões para investimento, com juros de até 6,5% ao ano.
Serão destinados R$ 39,34 bilhões para financiamento pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 3% e 4,5%. Desse valor, R$ 21,74 bilhões são para custeio e comercialização e R$ R$ 17,6 bilhões para investimentos.
“Foi um bom Plano Safra e torcemos que os valores estejam tão logo a disposição do agricultor que necessite”, informou Paulo Pires.
O presidente da FecoAgro e da Coopatrigo considera que, com o anúncio de ontem, ficou claro que o país já visualiza que o agronegócio é imprescindível para o PIB brasileiro, desempenhando um papel de extrema importância para a economia e, por isso, está recebendo uma atenção maior a cada ano.
Rádio Missioneira