A semana foi bastante movimentada
para os deputados da Assembleia do RS, que aprovaram na terça-feira a Lei de
Diretrizes Orçamentárias para 2016. A aprovação da LDO na fórmula como foi
apresentada gerou muitos protestos do funcionalismo, pois a proposta do
Governador prevê aumento de apenas 3% nos gastos com os servidores em relação a
2015.
O assunto foi abordado no programa
Jornal da Manhã desta sexta, em oportunidade onde o deputado Jeferson Fernandes
(PT) participou do programa. Contrário à aprovação da LDO, ele criticou o projeto
de lei, que corta apenas do lado da população que já ganha um salário
insuficiente e que não têm privilégios. Jeferson também criticou a posição dos
parlamentares da base aliada que votaram a favor do projeto. A crítica não foi
pela votação em si, mas pela falta de justificativas, pois, durante o Governo
Tarso, foi aprovado por unanimidade projeto que garantiria reajustes a
categorias de servidores até 2018 e agora, 33 daqueles que votaram favoráveis
derrubam o projeto anterior, sem dar satisfação a contento.
Jeferson lembrou que ainda ficou
proibido de se chamar concursados. As propostas de solução do Governador não
têm agradado, a tal ponto que os movimentos e manifestações de professores e
agentes de segurança têm sido constantes. Inclusive, há uma nova mobilização
marcada para o dia 18 de agosto, quando servidores farão assembleia para
mostrar que esse não é o caminho para resolver o problema. Ele também destacou
a intenção de vender patrimônio público exposta pelo Governador Sartori em
entrevista concedida recentemente. Mesmo que isso não dependa apenas de
Sartori, o Deputado disse que isso é algo que o deixa temeroso. Ele também
citou a Emater, da qual já foram demitidos 105 funcionários e isso se reflete
em serviço menos abrangente e de menor qualidade aos agricultores.
Situação do PT
Em sua participação no programa
Jornal da Manhã de hoje o deputado Jeferson Fernandes também falou a respeito
da situação de seu partido em nível nacional. Ele ressaltou sua posição crítica
quanto à política econômica da presidente Dilma, inclusive citando os políticos
Olívio Dutra, Tarso Genro e Raul Pont, com os quais participou de reunião
recente onde ficou evidente a intenção de que o PT tome atitudes mais enérgicas
quanto a desvios de ética, pois essas medidas têm sido ignoradas em muitos casos e isso prejudica o partido de um modo geral, mesmo que existam alas
discordantes daquilo que está sendo feito atualmente.