O presidente do Sindicato dos Comerciários de São Luiz Gonzaga, Américo Fabrício, concedeu entrevista no programa Jornal da Manhã desta sexta-feira, 1º de maio, Dia do Trabalhador. Américo parabenizou todos os trabalhadores pela data, porém, ressaltou que o dia de hoje pede reflexão sobre a história da referida classe.
Segundo Américo, as conquistas históricas dos trabalhadores hoje estão sendo ameaçadas pela PL 4330. O dirigente criticou o Congresso Nacional, que, admite, infelizmente foi eleito também pelos trabalhadores. Ele falou sobre a terceirização, que até pouco tempo atrás era somente atividade meio, citando serviços de segurança e limpeza, e agora existe uma terceirização praticamente geral, inclusive de atividades fim.
Américo também falou na questão previdenciária, dizendo que, se os valores que vão para a Previdência forem reduzidos, não haverá garantia de que os aposentados receberão de forma satisfatória. O entrevistado também falou na Taxa Selic, que antes era de 7% e hoje está acima de 12%, questionando sobre quem se beneficia com isso, se são os comerciários que vendem a mercadoria ou os banqueiros.
Dissídio
Sobre o acordo do dissídio coletivo e tratativas com a entidade patronal, Américo disse que conversou com um dos dirigentes do Sindilojas, Ilton Bolacell, onde foi firmada intenção de se fazer uma reunião o mais breve possível para que essa questão seja debatida, uma vez que a data base da categoria é 1º de março, ou seja, já se registram dois meses de atraso.
Segundo Américo, o Sindicato vai exigir, no mínimo, a 3ª faixa, que é R$ 1.053,42. Entretanto, a discussão também se dá sobre aqueles trabalhadores que ganham um pouco acima do piso. O Sindicato quer não apenas a inflação, mas também ganho real. O Presidente dos Comerciários disse que a tempos não se avança em questões como o auxílio estudante e licença maternidade (que é apenas de 90 dias). Vale-cultura e vale-alimentação também foram citados por Américo.
Controvérsia
A respeito de controvérsia de atuação de sindicatos ocorrida há um tempo não muito distante, envolvendo colaboradores da Coopatrigo, Américo disse que ficou bem esclarecida a questão de posições de entidades sindicais em relação a membros de outras. Inclusive o recolhimento do mês de março ficou estabelecido conforme a lei e não mais pelo Sindicato da Alimentação.