A vereadora Carina Cassol (PDT) esteve no estúdio da Rádio Missioneira na manhã desta quinta, onde falou acerca de assuntos do Legislativo e reivindicações da comunidade. Primeiramente a vereadora falou sobre projeto de lei que entrou de forma intempestiva na sessão da Câmara de segunda-feira referente a inclusão de alterações no PPA em regime de urgência. Na ocasião foi pedido que o projeto fosse colocado em comissão, mas o número de votos dos vereadores que optaram pela comissão não foi suficiente. Assim, não restou outra alternativa senão o pedido de vistas ao mesmo, para que fosse feita análise durante uma semana, tempo que Carina ainda considera pouco.
Segundo a entrevistada, pela defesa do vereador Sidney Brondani, o projeto representava apenas uma reinclusão, como se fosse exatamente igual ao projeto aprovado em 2014, no final do ano. Porém, ela disse que os projetos são diferentes, o que não caracteriza um reinclusão. Está sendo reincluída ação que altera o PPA em valor de R$ 1,6 milhão, mas a alteração da lei de diretrizes orçamentárias do ano passado era de R$ 1,6 milhão no ano passado e agora é de R$ 953 mil e a abertura de crédito especial para utilização de créditos do fundo municipal em 2014 era de R$ 1,2 milhão e agora é de R$ 793 mil.
Ela também se declarou preocupada com valor de R$ 1,5 milhão depositado no fundo municipal, do qual já foram gastos R$ 677mil, sendo destes, cerca de R$ 355mil em pagamento de mensalidade de serviços do recolhimento do lixo. Essa demanda se enquadra no setor de área ambiental, mas existe limite para o destino desse recurso que é de 70% do total em gastos com esgoto e 15% na área ambiental, isso analisando investimentos e não custeio. Hoje, com o atual valor depositado no fundo, se for aprovado o valor em questão conforme projeto da Câmara, vai se chegar a 53% do que foi depositado já utilizado para custeio de lixo.
Sobre o decreto do Prefeito que corta parte da insalubridade de alguns servidores, a vereadora disse que solicitou cópia do laudo de avaliação da insalubridade contratada pela Prefeitura e entregou o documento a representantes do Sindicatos Dos Municipários recentemente. Em análise, foi constatado que falta um anexo. Na sessão de segunda-feira a entrevistada fez requerimento solicitando o anexo que estava faltando. Em meio a isso veio o decreto do Prefeito, que Carina considera como uma medida errada, pois poderia ter sido considerada opção de alteração no artigo 86 da regulamentação sobre a insalubridade do funcionalismo, conforme solicitação dos servidores.