Para o presidente da Fecoagro, Paulo Cezar Vieira Pires, o anúncio do Plano Safra (realizado na tarde de quarta-feira, 17), trouxe benefícios, mas a taxa de juros ainda deixou a desejar. Em participação no programa Jornal da Manhã de hoje (18), ele disse que entidades como a FETAG têm razão em estar decepcionadas, pois algumas medidas não foram satisfatórias, como a redução de juros para o Pronaf, principalmente se comparados à taxa Selic.
Seguro agrícola e aumento de recursos são fatores positivos, assim como criação de taxas fixas para programas voltados ao cooperativismo. Resta saber se o sistema financeiro, vai, majoritariamente, abraçar este plano. Em um momento onde as principais culturas do agro têm preços bons, espera-se que os custos de produção não subam muito, pois, apesar de o agro ter sido uma das atividades menos afetadas pela pandemia o poder aquisitivo das pessoas diminuiu muito com essa crise.
Sobre a perspectiva de produtividade a partir de agora, o desafio é dar atenção especial ao trigo e aproveitar o momento. Segundo Paulo Pires, a Fecoagro trabalha e incentiva a meta de produzir 3 milhões de toneladas de trigo no Rio Grande do Sul.
Plano decepciona FETAG
Presidente da FETAG, Carlos Joel disse que sua entidade recebe com decepção o anúncio do Plano Safra 2020/2021. Apesar de reconhecer aumento significativo em alguns setores, como no seguro rural, Joel informou que ainda existe muito o que melhorar em certos incentivos importantes.
Citando o Pró-Agro, Pró-Agro Mais, além das taxas de juros, o presidente da FETAG considera inaceitável que os produtores, novamente, terão que pagar um juro acima da taxa Selic, que está em 3%, com previsão de chegar a 2,25%, enquanto a agricultura familiar está pagando juros de 2,75 a 4%. Pronamp a 5% também é considerado muito alto. Algum avanço no crédito fundiário também era esperado, mas acabou sendo deixado de lado. Com todos esses fatores negativos, o Presidente ressaltou que a categoria ainda carece de muito mais atenção.
Rádio Missioneira