Divinéia Bataglin de Oliveira kerleaux, são-luizense que reside em Caen na França desde 2015, relatou para a Rádio Missioneira a situação que está vivenciando devido a quarentena em combate a Covid-19:
Sou Divinéia Bataglin de Oliveira kerleaux, brasileira natural de São Luiz Gonzaga. Desde 2015 vivo em Caen região Normandie França. A decisão de vir morar na França se deu em razão de meu marido que é Frances, Benjamin Kerleaux, nos conhecemos na Inglaterra em Londres durante meus estudos em Língua Inglesa.
Atualmente na França, vivemos uma situação extraordinária e muito complicada, em 11 de março começou os primeiros anúncios de mortes na França em decorrência do Covid-19. Em 16 de março veio o anúncio do presidente Emmanuel Macron que deveríamos deixar nossas atividades cotidianas e ficar em casa para evitar a propagação da doença. Para sairmos de casa precisamos preencher um formulário fornecido pelo o governo. Caso contrário pagaremos uma multa de 130 euros.
Eu trabalho para a empresa Coca-Cola, sou promotora da marca, nossas atividades foram suspensas a mais de 45 dias. As empresas em funcionamento são mercados, farmácias, indústrias agroalimentares e outras empresas relacionadas com o gênero alimentício.
Durante esse período passamos por várias fases:
– O início o confronto com o desconhecido;
– O Confinamento que muitas vezes nos deixou muito mal moralmente;
– A proibição do contato com os familiares e os amigos;
– As perdas salariais;
Acompanhamos pela TV a luta dos profissionais da saúde para salvar o maior número de pessoas possíveis, enfrentando muitas dificuldades como falta de materiais, leitos e outros. O exército foi primordial nesta luta transferindo os doentes para as regiões que não foram afetadas, em aviões guerra equipados de unidades de emergência.
Bom, o tempo passou e hoje o boletim é de 128.339 mil casos confirmados, 28.055 mil pessoas hospitalizadas ainda, 437 pessoas mortas por dia, tendo uma baixa de 162 pessoas mortas por dia. Como os números começam a diminuir, então é hora de pensar o ‘desconfinamento’, como voltar tudo ao normal. Foi decidido de voltar as atividades de maneira parcial a partir de 11 de maio.
Por exemplo: voltará o comércio, é claro respeitando as barreiras de segurança, as escolas maternais e séries iniciais, com atividades parciais e turmas e turnos reduzidos. Os restaurantes e bares deverão ficar fechados até junho, o que está causando muito descontentamento entre o governo e os proprietários destes estabelecimentos.
Pessoalmente, penso que o pior já passou e que é importante para nós hoje voltar as nossas atividades, pois precisamos nos sentir novamente dinâmicos e úteis para a sociedade. Moralmente é importante restabelecer nossas forças e voltar ao trabalho e claro respeitando as normas de segurança sempre.
Fonte: Rádio Missioneira