Nesta sexta-feira (24), no Jornal da Manhã, o Presidente da FECOAGRO Paulo Pires falou sobre as medidas que o Governo Federal está tomando para proteger o preço do trigo, ou seja, o preço da farinha em específico e também sobre as consequências que a estiagem trouxe para a safra de verão de 2020. O presidente comentou que o Governo Federal está retirando uma taxa de importação, cerca de 10%, para favorecer o preço da farinha e do pão no mercado interno.
Segundo Paulo Pires “o mercado internacional melhorou muito e está em uma cotação muito boa pelo menos nessa safra. ” Ele ainda disse “o que está regendo a agricultura nesses últimos tempos é a cotação do dólar”, devido a isso mesmo com a suba no preço dos insumos o preço do trigo é bom, aumentando o consumo da farinha. Com a tendência de bons preços, teremos um aumento da procura do grão, por isso o produtor precisa se adiantar, caso contrário na hora do plantio vai faltar a semente.
Caso o produtor agrícola não queira mais entregar o seu produto em moinhos do Rio Grande do Sul, ele tem a opção de colocar o seu produto direto para a exportação, fazendo um contrato direto para fixar um preço.
Devido ao fato da agricultura ter sido diretamente afetada, por causa da estiagem, estão sendo programadas reuniões e o presidente ressalta que seria interessante que o Conselho Municipal do Desenvolvimento Rural fizesse uma reunião para decidir sobre o decreto de emergência. Paulo Pires disse que “o Prefeito Sidney é muito sensível e está disposto a conversar com as entidades, para resolver essa situação e decretar situação de emergência”
Ao ser questionado sobre sua opinião em função das especulações sobre o decreto estadual devido a estiagem, Paulo Pires disse que é exatamente isso que os representantes da FECOAGRO pensam que deveria ocorrer, por isso é necessária uma pressão ao poder maior. Pois ao mesmo tempo que há muitos produtores que não vão precisar de ajuda, existem outros que vão precisar em grande escala.
O presidente Paulo Pires afirmou que infelizmente o Brasil está enfrentando dois sérios problemas que são a pandemia do Coronavírus e a estiagem, esses afetando diretamente a população. Ainda falou que o milho e a soja deixam uma quebra de R$ 15,487 bilhões para a agricultura neste ano.
Rádio Missioneira