O deputado federal Osmar Terra participou do Programa Cidade Alerta desta quarta-feira(08), onde falou sobre as ações de enfrentamento ao coronavírus que estão sendo tomadas, entre elas, a questão do isolamento social, a qual como médico, afirma ser ineficaz. Além do isolamento, criticou a medida de fechar o comércio e o funcionamento restrito de alguns setores, o que já está refletindo na economia, e com certeza vai trazer o desemprego ao brasileiro e gerando uma crise no país.
Como experiência que teve de secretário estadual da saúde no Rio Grande do Sul, onde enfrentou epidemias como febre amarela e o H1N1, lembrou que na época, o combate ao vírus foi difícil, pois, o mesmo se espalhava rapidamente em toda a população e não tínhamos conhecimento sobre o seu comportamento, não foi preciso fechar comércio e nem restringir o seu funcionamento. A contaminação seguiu a lógica, na chamada curva, que subiu rapidamente e logo em seguida, começou a descer e diminuindo o número de casos.
Terra lembrou ainda, que o comportamento do Covid-19 já é conhecido pois, tem a sua contaminação rápida junto a população, conforme experiência na China, que serviu de referência nas ações que foram tomadas,. Na sua avaliação, a maioria da população brasileira já contraiu o vírus de uma maneira ou outra, e nem sentiram o efeito, e isso vai acontecer naturalmente. Casos mais graves vão acontecer principalmente nos grupos considerados de risco, o seja, com doenças crônicas em qualquer faixa etária, e principalmente os mais idosos que devem ter uma atenção diferenciada nas medidas de prevenção.
Perguntado sobre a sua opinião como médico, sobre o tempo de duração desta pandemia no Brasil, ele afirmou que o pico (número de casos novos máximos por dia), deve acontecer agora nos próximos dias, com aumento dos casos e no decorrer do mês de maio, começa a inverter, a chamada curva, com a diminuição dos mesmos, seguindo até o final de maio, quando será controlado a pandemia do Covid-19, contrariando a previsão de muitos especialistas que afirmam o enfrentamento de quatro meses.
O deputado fez um comparativo dos países na Europa que optaram pelo isolamento das pessoas, na tentativa de “achatar” a chamada curva, onde os índices de contaminação foram maiores e rápidos em curto espaço de tempo, perdendo o controle da pandemia, só aumentando o número de casos, pois os assintomáticos ficam em isolamento em casa e acabam por transmitir aos seus parentes, como avós, também confinados.
Citou a Coréia do Sul que fez o contrário, enfrentando o coronavírus sem fechar empresas ou limitar o trabalho, optando por seguir regras básicas na higienização e regrando ações e procedimentos das pessoas no convívio diário, e monitorando com exames, o que resultou em uma rápida reação no combate ao covid-19. Já a China fechou apenas províncias onde a contaminação era maior, mas, o restante do país continuou trabalhando.
Reafirmou que o modelo adotado em nosso país com estas medidas, não ajudam em nada. Não existe nenhuma pesquisa que garanta a sua ajuda no controle. Segundo os dados que estão sendo divulgados pelo Ministério da Saúde, a maioria dos municípios brasileiros não possuem casos de coronavírus confirmados e lamenta também, que algumas redes de televisão repassam informações que estão causando até pânico para a população.
Osmar Terra comentou ainda sobre as ações no Rio Grande do Sul, onde a pandemia começou no início do mês de março, acreditando que a mesma vai durar em torno de 13 semanas e com isso, não vamos entrar no período do inverno gaúcho com a epidemia como estão prevendo.
Perguntado sobre a questão da polêmica entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, nas opiniões sobre o combate ao coronavírus, Osmar Terra afirmou que o presidente tem razão em contestar as ações, e que se baseou em informações que foram repassadas, e “sigo a posição de Bolsonaro de que não podemos quebrar a economia brasileira”.
Finalizou, que o vírus já está presente em toda a parte, sendo questão de tempo de termos contato com ele, criando o chamado “efeito rebanho”, onde mesmo pessoas não vacinadas ficarão protegidas contra a doença. Reforçou a sua preocupação com o reflexo que vamos ter na nossa economia, onde estas ações já estão trazendo o risco de desemprego e instabilidade no desenvolvimento do Brasil.
Rádio Missioneira